China aumenta exigências ambientais para o setor energético

Grandes projetos sem licenciamento adequado são alvo de agência chinesa de proteção ambiental

A agência chinesa de proteção ambiental determinou, nesta semana, a paralisação das obras de 30 grandes projetos energéticos do país. As autoridades afirmam que os responsáveis pelos empreendimentos não apresentaram toda a documentação necessária para os estudos de impacto ambiental.

Entre os projetos suspensos, está a construção de uma bilionária hidrelétrica entre as províncias de Sichan e Yunann, no sudoeste chinês. A usina de Xiluodu está orçada em 5,4 bilhões de dólares.

Segundo o jornal britânico Financial Times, outros projetos de energia podem sofrer o mesmo tipo de embargo nos próximos meses. “Esses projetos devem ser suspensos porque violam as leis. Continuaremos a usar a legislação como uma arma para lutar contra obras ilegais”, afirmou uma fonte da agência ambiental ao Financial Times.

A China endureceu recentemente a legislação, depois de a poluição se tornar um de seus maiores problemas. O combate ao desrespeito ao meio ambiente ainda não mostrou efeitos práticos. A atuação junto a obras de grande envergadura é uma estratégia do governo para alertar os investidores e autoridades das províncias a protegerem a natureza.

As leis ambientais da China entraram em vigor em setembro de 2003, mas só ganharam importância nos últimos meses. O primeiro ministro chinês, Wen Jiabao, está pessoalmente empenhado na tarefa de reduzir o desrespeito à lei, depois que grupos ambientalistas ganharam espaço no país para alertar sobre os danos causados pela destruição da biodiversidade e do efeito estufa.