China acelera reforma cambial

Reforma cambial permitirá que o mercado tenha uma participação maior na formação da taxa de câmbio, tornando o processo menos artificial 

A China anunciou nesta quarta-feira grandes reformas no mercado de câmbio. Entre as principais mudanças, está a permissão aos bancos para negociar contratos futuros swaps do yuan no mercado interbancário doméstico. Além disso, o Banco do Povo da China banco central chinês autorizará mais empresas financeiras e de comércio exterior a participar do mercado à vista de câmbio.

As mudanças vão permitir que o mercado tenha uma participação maior no processo de formação da taxa de câmbio, tornando o processo menos artificial e fora da realidade. Nos últimos 10 anos, a relação yuan-dólar era ditada pelo governo chinês. Nesse período, a moeda chinesa ficou atrelada à americana.

A permissão a empresas e instituições financeiras para realizar negociações cambiais é a forma que o banco central chinês encontrou para desenvolver mais rapidamente o mercado interbancário de câmbio.

A cesta de moedas que servirá de referência à taxa cambial irá depender das características do comércio internacional que o país irá conduzir. “Os Estados Unidos, Japão e a Coréia do Sul são os nossos maiores parceiros comerciais agora. Em razão disso, as moedas deles são naturalmente as principais na cesta”, diz Zhou Xiaochuan, presidente do banco central chinês.

Segundo o jornal britânico Financial Times, a cesta de moedas também inclui o dólar de Cingapura, a libra, o ringgit da Malásia, o rublo da Rússia, o dólar australiano, o baht da Tailândia e o dólar canadense.