Chefe militar da Otan propõe finalizar missão na Líbia

Comandante americano disse no Facebook que vai pedir o fim da ação no país

Bruxelas – O principal comandante da Otan na Europa, o general americano James Stavridis, anunciou que vai propor o fim da missão na Líbia aos países da Aliança nesta sexta-feira.

‘Vou recomendar a conclusão desta missão ao Conselho do Atlântico Norte’, declarou Stavridis em seu perfil no Facebook, pouco antes do início da reunião que discutirá o fim das operações em Bruxelas.

O início deste encontro estava previsto para 12h30 no horário de Brasília. Os embaixadores da Aliança tomarão uma decisão política com base no relatório apresentado pelos comandantes militares sobre como e quando terminar a missão.

De acordo com Stavridis, este é ‘um bom dia para a Otan’ e um ‘grande dia para o povo da Líbia’.

Tudo indica que a Aliança poderia terminar as operações nesta sexta-feira mesmo, apenas um dia após a morte de Muammar Kadafi.

A organização avisou que deve fazer um comunicado sobre a Líbia por volta de 14h (horário de Brasília).

Na quinta-feira, o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, já afirmou que com a queda de Bani Walid e Sirte, últimos focos de resistência do antigo regime, o momento de terminar a missão estava muito mais próximo.

Há mais de um mês a Aliança indica que terminaria em breve sua operação militar, já que o Conselho Nacional de Transição (CNT) líbio controlava cada vez mais o território do país e, segundo a Otan, pouco a pouco a ameaça para os civis desapareceria.

Os aliados assumiram o controle das operações internacionais na Líbia em 31 de março, com um mandato da Organização das Nações Unidas para proteger a população civil.

Em um primeiro momento, a Otan aprovou um plano de operações por três meses, que se estendeu em junho por outros 90 dias e voltou a ser prorrogado em setembro, mas já com a advertência de que a missão poderia terminar a qualquer momento.

Em 6 de outubro, os ministros de Defesa da Aliança acordaram uma série de critérios para decidir o fim da missão.

Na ocasião, eles afirmaram que a decisão levaria em conta o que aconteceria em Sirte, já nas mãos do CNT, a disposição das forças pró-Kadafi em atacar os civis, o fato de o próprio Kadafi manter o controle sobre os combatentes e com a capacidade das novas autoridades em garantir a segurança.