Chávez celebra independência e diz que nunca a perderá

''Hoje graças a um povo que despertou, graças a uma Força Armada que despertou e aqui estamos unidos povo e Força Armada'', disse o governante

Caracas – O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, liderou nesta quinta-feira os atos de celebração dos 201 anos da declaração da independência do país com a promessa de que ”nunca mais” voltará a perdê-la, destacando a união entre o povo e as Forças Armadas e com críticas ao capitalismo e ao ”império”.

Chávez participou de uma sessão solene da Assembleia Nacional na qual celebrou ”o dia da pátria” e depois assistiu ao desfile militar no oeste de Caracas.

”Hoje graças a um povo que despertou, graças a uma Força Armada que despertou e aqui estamos unidos povo e Força Armada, recuperamos a independência nacional, e essa nunca mais voltaremos a perder”, afirmou o governante ao Parlamento.

Ele comentou a façanha comandada pelo libertador Simón Bolívar contra a Coroa espanhola ao destacar a ”responsabilidade” dos ”venezuelanos e venezuelanas” que assumem ”a consciência” de onde vêm, e também à revolução que lidera seu governo.

”Nossa opção única é a grandeza, a liberdade, a independência, a grandeza de nossa pátria e de nossa grande pátria”, declarou o chefe de Estado aos deputados venezuelanos e a um numeroso grupo de representantes de movimentos de esquerda que participam do Foro de São Paulo realizado em Caracas.

A sessão contou com a presença da ex-senadora colombiana Piedad Córdoba; da vencedora do prêmio Nobel da Paz Rigoberta Menchú; e do vice-presidente salvadorenho, Salvador Sánchez Cerén, entre outros destacados personagens da esquerda latino-americana.

Lembrou a fracassada tentativa de golpe de Estado que comandou como militar em 4 de fevereiro de 1992 e disse que, ”sem as rebeliões” daquele ano, dificilmente teria sido possível ”abrir este caminho”. Também destacou a ”união popular militar” que permitiu devolvê-lo ao poder após o golpe que o derrubou brevemente em abril de 2002.

”Sem a resposta militar dos dias 12 e 13 de abril, muito dificilmente o povo teria conseguido sozinho reconquistar o caminho da revolução bolivariana”, ressaltou Chávez, para quem ”o capitalismo está quebrando países inteiros”.