Charlottesville se prepara para lembrar 1º ano de manifestações

Os protestos em Charlottesville de 2017 se transformaram em símbolo da tensão racial

Charlottesville (EUA), 11 ago (EFE).- A cidade de Charlottesville, na Virgínia, nos Estados Unidos, se prepara para lembrar o primeiro ano das manifestações supremacistas, que terminaram com a morte de uma mulher e de dois policias.

As autoridades informaram nas últimas horas que intensificaram as medidas de segurança no centro da cidade e modificaram as vias de acesso tanto para carros quanto para pedestres. A Polícia de Charlottesville, a Polícia Estadual da Virgínia e a do condado de Albemarle são algumas que patrulham ativamente a região este fim de semana, conforme comunicado da Prefeitura.

“A tarefa das forças de segurança será abordar pessoas com comportamentos ilegais de uma maneira imparcial, responsável, razoável e justa”, indica o tetxo.

Para garantir que estes corpos possam responder “rapidamente” a qualquer fato, o governador de Virgínia, Ralph Northam, declarou na quinta-feira o estado de emergência para o estado e para Charlottesville.

Ele decidiu adotar a medida para ter acesso a todos os recursos necessários para possíveis distúrbios nos protestos convocados para acontecer entre ontem e amanhã em Charlottesville e em Washington D.C., onde estão marcadas passeatas neonazistas.

Acredita-se que centenas de estudantes da Universidade da Virgínia irão hoje simbolicamente ao campus para homenagear o ex-presidente dos Estados Unidos Thomas Jefferson, que ano passado teve a sua estátua escolhida como ponto de encerramento da manifestação da extrema-direita.

Os protestos em Charlottesville de 2017, que se transformaram em símbolo da tensão racial, aconteceram em 12 de agosto, quando supremacistas brancos marcharam pela cidade contra a retirada de uma estátua de Robert E. Lee, general escravista da Confederação durante a guerra civil dos Estados Unidos.

Depois de exibir durante horas símbolos fascistas, um manifestante jogou seu carro contra a multidão que participava em uma marcha de combate ao racismo, ato que tirou a vida de Heather Heyer e feriu outras 19 pessoas. Depois, dois policias que tentavam conter os protestos morreram em um acidente de helicóptero.

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