Camboja prende 10 estrangeiros por “dança pornográfica”

Os detidos são seis britânicos, dois canadenses, um neozelandês e uma pessoa que não teve a nacionalidade divulgada

Dez estrangeiros foram detidos na cidade cambojana de Siem Reap por “músicas e danças pornográficas”, anunciou neste domingo a polícia do reino, que tenta “moralizar” o comportamento dos turistas.

Os detidos são seis britânicos, dois canadenses, um neozelandês e uma pessoa que não teve a nacionalidade divulgada, indicou a polícia.

Os estrangeiros, que podem receber pena de um ano de prisão caso sejam condenados por pornografia, compareceram neste domingo a um tribunal, três dias depois da detenção em Siem Reap, cidade do norte do país conhecida por sua proximidade aos templos de Angkor Wat.

O policial Duong Thavry afirmou à AFP que alguns detidos eram expatriados e outros turistas que estavam no Camboja há vários meses.

“Atuamos contra eles porque cometeram atos contrários a nossa cultura”, disse.

Os 10 foram detidos por “músicas e danças pornográficas”, afirmou a polícia nacional, que divulgou fotos de casais que imitavam atos sexuais em uma festa.

Algumas pessoas que aparecem nas fotos não estão, no entanto, na imagem que mostra os 10 detidos. As autoridades informaram que dezenas de turistas foram liberados.

O ministério britânico das Relações Exteriores informou que está em contato com os detidos, mas afirmou que eram cinco e não seis.

Os turistas que visitam Angkor Wat geralmente ficam em Siem Reap, uma cidade com muitos hotéis, bares e discotecas.

As autoridades cambojanas desejam moralizar o comportamento dos turistas perto dos templos de Angkor.

O complexo de Angkor, maravilha da arquitetura khmer do século XII, tem mais de 100 templos e representa o principal destino turístico deste país do sudeste asiático.

Em janeiro de 2015, duas irmãs americanas e três turistas franceses foram expulsos do Camboja depois que tiraram fotos nus em um dos templos de Angkor. Foram condenados a seis meses de prisão com suspensão condicional da pena e proibidos de visitiar o país por quatro anos.