Câmara dos EUA começa debate histórico sobre impeachment de Trump

Impeachment de Trump começa a ser julgado pelo plenário da Câmara dos Representantes; presidente dos Estados Unidos reage

Washington — A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos iniciou nesta quarta-feira (18), o debate antes de uma votação histórica de dois artigos de impeachment contra o presidente Donald Trump, que está prestes a se tornar o terceiro presidente norte-americano a ser alvo do processo.

A votação das acusações contra o presidente republicano, prevista para ocorrer ainda nesta quarta-feira, deve seguir a linha do partido dominante em uma Câmara controlada pelos democratas.

Mais cedo, horas antes da votação, o presidente usou seu perfil no Twitter para criticar a ação e afirmou que “não fez nada de errado”.

“Eles podem acreditar que eu serei acusado hoje pela esquerda radical e pelos democratas que não fazem nada, e eu não fiz nada de errado! É uma coisa terrível”, tuitou.

Na véspera da votação, Trump enviou uma carta à presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi.

Ao longo de seis páginas carregadas de críticas e acusações, o presidente escreve que os responsáveis pelo processo de impeachment violaram os seus juramentos, quebraram a lealdade para com a Constituição e usaram de forma leviana o termo “destituição”, palavra que considera “muito feia”.

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“Não existem muitas pessoas que conseguissem ter sofrido os castigos infligidos durante este período de tempo e, ainda assim, fazer tanto pelo sucesso da América e dos seus cidadãos”, considerou.

Trump escreve ainda que foi “privado do processo constitucional básico desde o início do esquema do impeachment” e que lhe foram negados “direitos fundamentais, incluindo o direito de apresentar provas”. Segundo ele, a votação para tirá-lo da presidência é “uma tentativa de golpe partidária” por parte dos democratas.

A Câmara, que tem maioria democrata, decidirá no fim da tarde, após uma sessão de seis horas, se aprova as acusações de “abuso de poder” e “obstrução ao trabalho do Congresso” contra o presidente.