Câmara dos EUA aprova sanções à Venezuela

A Casa aprovou por unanimidade um projeto de lei que visa sancionar autoridades venezuelanas acusadas de crimes contra os direitos humanos

Washington – A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou por unanimidade um projeto de lei que visa sancionar autoridades do governo da Venezuela acusadas de crimes contra os direitos humanos e realizar atos de violência contra manifestantes contrários ao governo de Nicolas Maduro no início deste ano.

A lei, aprovada na quarta-feira, requer que o governo dos EUA cancele os vistos das autoridades venezuelanas e congele quaisquer ativos e bens que os funcionários acusados possam ter em território norte-americano.

O projeto foi aprovado pelo Senado dos EUA na terça-feira e deve ser assinado pelo presidente Barack Obama.

A deputada do Partido Republicano Ileana Ros-Lehtinen, que moveu o projeto do Senado para a Câmara, pediu ao presidente Obama que cumpra com vigor as sanções determinadas pela lei bipartidária.

Na Venezuela, Maduro condenou a medida após a aprovação no Senado dos EUA. “Nós não aceitamos sanções imperialistas e insolentes”, disse em comunicado transmitido em rede nacional. O presidente furiosamente acusou os EUA de “interferir” nas questões venezuelanas.

Alguns analistas afirmam que a lei vai permitir que Maduro use uma retórica nacionalista para recrutar apoio contra os EUA e desvias a atenção das críticas a economia do país.

Uma vez que entrar em vigor, a lei deve reforçar as sanções existentes. Em julho, o Departamento de Estado colocou dezenas de venezuelanos não identificados acusados por crimes contra os direitos humanos numa “lista negra” para obtenção de visto.

O gestão de Obama inicialmente se opôs às sanções sugeridas pelo Congresso, argumentando que elas poderiam sabotar os esforços dos países latino-americanos para mediar um acordo entre o governo da Venezuela e seus oponentes.

Mas tais esperanças foram frustradas pelo aumento da linha dura do governo Obama em relação aos seus adversários, dizem analistas. Fonte: Associated Press.