Bruxelas se prepara para despedida de Albert II

País se prepara para a despedida do rei Albert II e para dar as boas-vindas ao seu sucessor, seu primogênito Philippe

Bruxelas- A Bélgica se prepara para a despedida do rei Albert II e para dar as boas-vindas ao seu sucessor, seu primogênito Philippe, em meio a fortes medidas de segurança no coração de Bruxelas e de um festival de bandeiras, flores e enfeites.

Várias sacadas e janelas da capital amanheceram hoje adornadas com bandeiras tricolores da Bélgica (preta, amarelo e vermelha) para demonstrar apoio à monarquia e à unidade da nação.

A abdicação amanhã do monarca em nome do seu filho Philippe, que se transformará no sétimo rei dos belgas, coincide além disso com o tributo aos vinte anos de reinado de Albert II e a celebração da festa nacional do país, que todos os anos é comemorada com um grande desfile das forças de segurança do Estado.

De forma espontânea os comércios da cidade se somam à homenagem e oferecem seus produtos em embalagens que lembram à posse do novo rei ou com as cores nacionais.

Além de Bruxelas, outras cidades do país também estão se preparando para a cerimônia de troca do trono.

A previsão é de que o evento conte com um forte apoio popular, o que será facilitado pela expectativa de bom tempo amanhã, com temperaturas de até 30 graus.

Além disso, o país torce para que o nascimento do primogênito dos duques de Cambridge não ocorra neste sábado e ofusque a coroação.

O ponto nevrálgico das celebrações ficará nas imediações do Palácio Real, do Parlamento federal e da catedral de São Miguel e Santa Gúdula, no centro da cidade e a poucos metros da conhecida Grand Place.

Após a posse, na segunda-feira o primeiro-ministro belga, o socialista Elio di Rupo, deverá apresentar sua renúncia ao novo monarca, que a rejeitará, como manda a tradição constitucional do país levando em conta que o rei é quem nomeia os ministros.

A histórica abdicação de Albert II e posse de Felipe será transmitida ao vivo para todas as cadeias de televisão e rádio da Bélgica. EFE