Brics x Piigs: ainda há um abismo entre eles

Levantamento feito pela Austin Rating mostra que o grupo dos Brics cresceu vigorosamente no segundo trimestre, enquanto o dos Piigs encolheu

São Paulo – Encerrada a temporada de divulgação dos resultados do Produto Interno Bruto (PIB) referente ao 2º trimestre, é possível constatar a existência de um enorme abismo entre os Brics e os Piigs.

Os Brics, que representam os principais países emergentes, são formados por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Já os Piigs são um acrônimo de Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha criado de forma irônica para se referir aos países europeus que estão com sérios problemas econômicos (pigs, em inglês, significa porcos).

A pedido de EXAME.com, o economista-chefe da agência de classificação de risco Austin Rating, Alex Agostini, fez um levantamento sobre a expansão ou retração do PIB de 54 países no segundo trimestre em relação ao mesmo período de 2010. Enquanto os Brics estão concentrados na parte de cima do ranking, os Piigs dominam a parte de baixo (veja tabela abaixo e ranking completo na próxima página).

A surpresa positiva foi o crescimento de 2,3% da Irlanda, que superou as estimativas de todos os analistas. Na média, a economia dos Brics cresceu 5,8% no segundio trimestre enquanto os Piggs tiveram retração de 0,9%, puxados principalmente pelo péssimo desempenho da Grécia.

Brics PIB 2º tri versus PIB 2º tri Piigs
Fonte: Austing Rating/Elaboração: EXAME.com
Brasil 3,1% x -0,9%
Portugal
Rússia 3,4% x 0,8% Itália
Índia 7,7% x 2,3% Irlanda
China 9,5% x -7,3%
Grécia
África do Sul 3,0% x 0,7% Espanha
Média dos Brics 5,8% x -0,9%
Média dos Piigs

No ranking mundial, a China ficou em primeiro lugar, seguida por Argentina, Turquia e Estônia. O Brasil ficou em uma posição intermediária (24ª).

Na ponta inferior da tabela estão Noruega, Portugal, Japão e Grécia

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todos tiveram retração. Para a elaboração do ranking, foi utilizada a variação do PIB no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2010.

Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), dez países encerrão 2011 com crescimento acima de 7% e outros sete terão retração do PIB.

A Argentina, que vive uma onda de populismo econômico, continua apresentando números alvissareiros. No entanto, os analistas dizem que esse desempenho é insustentável no longo prazo.

Ranking País 2º tri 2011 / 2º tri 2010
Elaboração: Austin Rating
China 9,5%
Argentina 9,1%
Turquia 8,8%
Estônia 8,4%
Índia 7,7%
Chile 6,8%
Indonésia 6,5%
Lituânia 6,1%
Vietnã 5,7%
10º Letônia 5,7%
11º Hong Kong 5,1%
12º Taiwan 5,0%
13º Suécia 4,9%
14º Polônia 4,3%
15º Malásia 4,0%
16º Ucrânia 3,8%
17º Israel 3,5%
18º Áustria 3,5%
19º Coreia do Sul 3,4%
20º Filipinas 3,4%
21º Rússia 3,4%
22º México 3,3%
23º Eslováquia 3,3%
24º Brasil
3,1%
25º África do Sul 3,0%
26º Finlândia 2,9%
27º Alemanha 2,8%
28º Tailândia 2,6%
29º Bélgica 2,5%
30º Venezuela 2,5%
31º Irlanda 2,3%
32º Suíça 2,3%
33º República Tcheca 2,2%
34º Canadá 2,2%
35º Islândia 2,1%
36º Dinamarca 2,0%
37º Bulgária 1,9%
38º França 1,6%
39º Estados Unidos 1,5%
40º Holanda 1,5%
41º Hungria 1,5%
42º Austrália 1,4%
43º Chipre 1,4%
44º Cingapura 0,9%
45º Eslovênia 0,9%
46º Itália 0,8%
47º Reino Unido 0,7%
48º Espanha 0,7%
49º Nova Zelândia 0,7%
50º Romênia 0,3%
51º Noruega -0,4%
52º Portugal -0,9%
53º Japão -1,1%
54º Grécia -7,3%
Média 54 países
3,0%