Brennan é pressionado sobre técnicas de interrogatório

Indicado pelo presidente Barack Obama ao cargo de diretor da CIA, John Brennan irá responder sobre técnicas de torturas e drones

Washington – John Brennan, indicado do presidente dos EUA, Barack Obama, ao cargo de diretor da CIA, disse que nunca tentou impedir o uso do afogamento como técnica de interrogatório, algo considerado por alguns como tortura, ao enfrentar um duro questionamento do Congresso, na quinta-feira.

O indicado também teve de responder a perguntas firmes sobre o vazamento de informação de segurança e o uso de aeronaves não tripuladas, os chamados drones, para matar suspeitos de terrorismo.

Os parlamentares pressionaram Brennan sobre as polêmicas táticas antiterrorismo empregadas enquanto ele era um agente da CIA sob o governo do ex-presidente George W. Bush, e cujo o uso ele ajuda a supervisionar em seu papel atual como conselheiro-chefe contra o terrorismo do governo Obama.

A questão das duras técnicas de interrogatório –agora proibidas– tirou Brennan da disputa para o cargo de diretor da CIA quatro anos atrás, e ele a enfrentou de frente em sua audiência de confirmação perante o Comitê de Inteligência do Senado, na quinta.


“Eu não tomei medidas para impedir a utilização dessas técnicas da CIA. Eu não estava na cadeia de comando desse programa”, disse Brennan. “Eu tinha expressado minhas objeções pessoais e opiniões para alguns colegas de agência”, disse ele sobre a técnica de afogamento simulado, nudez e outras.

“Mas eu não tentei pará-lo, porque era algo que estava sendo feito em uma parte diferente da agência, sob a autoridade de outros, e era algo que foi dirigido pela administração naquele momento”, afirmou.

Brennan, de 57 anos, tem papel central na supervisão política do governo dos EUA sobre o uso das aeronaves armadas e não tripuladas em operações contra o terrorismo na administração de Obama.

Alguns dos questionamentos mais intensos para Brennan vieram dos próprios democratas, do partido de Obama, e não de conservadores republicanos, que levantaram as mais fortes objeções a um dos outros indicados de Obama para segurança — Chuck Hagel, indicado para liderar o Pentágono.