BP e Shell fecham primeiros contratos com o Iraque

Companhias assinaram contratos para o desenvolvimento de estudos técnicos nos dois principais campos petrolíferos do país

O Ministério do Petróleo do Iraque contratou as companhias BP e Shell para desenvolver estudos técnicos nos dois principais campos petrolíferos do país. Os contratos não incluem direitos de exploração ou produção de petróleo, mas ajudam a cimentar as relações entre os executivos estrangeiros e as autoridades iraquianas, segundo o americano The Wall Street Journal.

A BP, sediada em Londres, foi selecionada para estudar o potencial do campo de Rumeila, no sul do Iraque. O trabalho será realizado em parceria com a estatal iraquiana South Oil Company. A BP pretende também realizar um extensivo programa de treinamento com engenheiros iraquianos.

Já a Shell efetuará trabalhos semelhantes no campo de Kirkuk, no norte do Iraque, em parceria com a Exploration Consultants Ltd, uma divisão da consultoria ECL Group, empresa britânica especializada em petróleo. A ECL foi a última empresa privada em que trabalhou Ibrahim Bhar al-Uloum, o primeiro-ministro iraquiano do Petróleo, empossado logo após a invasão liderada pelos Estados Unidos em março de 2003. Segundo The Wall Street Journal, há dúvidas sobre se al-Uloum ainda mantém ligações com a ECL.

Venezuela

Enquanto os iraquianos estão reforçando relações com as empresas privadas, o presidente Hugo Chávez, da Venezuela, está acelerando uma estratégia contrária. Ele quer aproximar de petrolíferas estatais. O objetivo é estreitar os laços com outros países-membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Neste mês, uma delegação iraniana visitou a Venezuela, em busca de oportunidades nos segmentos de gás natural e indústria petroquímica. Uma missão venezuelana também deve viajar para o Qatar em breve, para estudar projetos conjuntos em gás natural.

Desde que assumiu a presidência, em 1999, Chávez tem buscado a aproximação com a Opep. No ano passado, o presidente venezuelano viajou para o Irã, Rússia, Qatar, Líbia e China, a fim de expandir suas alianças no setor energético.