Boris Johnson promete Brexit com acordo em 31 de outubro

"Trabalharemos muito para conseguir um acordo", disse Johnson durante visita a uma escola

Londres – O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, disse nesta terça-feira (10) que vai conseguir um acordo sobre o Brexit e retirar o Reino Unido da União Europeia em 31 de outubro.

“Vamos fazer um acordo e trabalharemos muito para conseguir um acordo”, disse Johnson a crianças durante visita a uma escola. “Eu estava na Irlanda ontem conversando com nossos amigos irlandeses sobre como fazer isso. E vamos a Bruxelas conversar com outras capitais europeias”.

 

Johnson acrescentou: “Existe uma maneira de conseguir um acordo, mas será preciso muito trabalho duro. Precisamos estar preparados para sair sem um (acordo). Se for absolutamente necessário, sairemos sem acordo”.

Desde que Johnson assumiu o cargo de primeiro-ministro, em julho, a crise do Brexit só se agravou, deixando investidores e aliados pasmos com uma série de decisões que diplomatas comparam com o estilo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O primeiro-ministro britânico afirmou que não pedirá uma prorrogação do Brexit, horas depois de entrar em vigor uma lei que exige que ele adie a saída até 2020 a menos que firme um acordo de separação. Antes de ser suspenso, o Parlamento recusou uma proposta de Johnson por uma eleição antecipada.

Se existe uma grande estratégia, a próxima manobra de Johnson moldará o futuro da quinta maior economia do mundo. Está em jogo o destino da empreitada do Brexit, que os dois lados dizem ser a decisão mais significativa do Reino Unido desde a Segunda Guerra Mundial.

No fim das contas, o premiê tem cinco escolhas: fechar e sancionar um acordo com a UE em 50 dias; renegar suas promessas de deixar o bloco em 31 de outubro; driblar a lei de alguma maneira; renunciar para deixar outro líder pedir um adiamento, ou convocar uma eleição.

Enquanto os mercados de libra esterlina oscilam diante dos desfechos diferentes do Brexit, Johnson diz que conseguirá um acordo na cúpula de 17 e 18 de outubro com a UE.

Como sobrou tão pouco tempo, qualquer pacto seria, na prática, uma versão modificada do Acordo de Retirada que sua antecessora, Theresa May, acertou em novembro, e que foi rejeitado pelo Parlamento britânico.