Bloomberg é nomeado para cargo de mudança climática da ONU

Ban Ki-moon nomeou o ex-prefeito de Nova York como seu enviado especial para cidades e mudança climática

Nações Unidas – O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, nomeou nesta sexta-feira o ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg seu enviado especial para cidades e mudança climática na tentativa de impulsionar a discussão nesta área antes de uma conferência internacional prevista para setembro.

Ban disse que Bloomberg irá ajudá-lo em “consultas com prefeitos e as principais partes interessadas relacionadas a fim de elevar a vontade política e mobilizar uma ação entre as cidades como parte de sua estratégia de longo prazo para avançar os esforços sobre a mudança climática.” O chefe da ONU quer dar uma energia renovada ao debate da mudança climática global e reforçar o papel da ONU.

O novo cargo de Bloomberg, um filantropo bilionário que deixou a prefeitura de Nova York no mês passado, foi antecipado pela Reuters na quinta-feira.

A embaixadora norte-americana na ONU, Samantha Power, foi rápida em saudar a nomeação de Bloomberg em mensagem no Twitter: “O prefeito @MikeBloomberg sabe como fazer as coisas. Precisamos de mais líderes como ele aqui @ONU”.

Bloomberg fez do combate às mudanças climáticas o foco principal de sua gestão durante os 12 anos em que liderou a cidade mais populosa dos EUA. E também defendeu uma legislação nacional para as alterações do clima.

Ele tem desempenhado um papel importante no Grupo C40 de Grandes Cidades para Liderança do Clima, órgão internacional de prefeitos criado em 2005 e dedicado a reduzir as emissões de gases do efeito estufa. O Grupo C40, do qual Bloomberg é presidente do conselho, deve se reunir em Joahnesburgo na próxima semana.

A ONU realizará uma cúpula de um dia sobre mudança climática em Nova York em 23 de setembro. Muitas nações em desenvolvimento querem que esse seja o prazo para que os países ricos apresentem um plano sobre os cortes planejados de gases do efeito estufa para além de 2020, como um passo fundamental para um acordo climático global em 2015.