Blockbuster avalia pedir concordata, diz Bloomberg

Endividada, maior rede de locação de filmes do mundo contrata escritório de advocacia para avaliar opções

A Blockbuster, maior rede mundial de locação de filmes, contratou um escritório de advocacia para avaliar um possível pedido de concordata, afirmou nesta terça-feira a agência de notícias Bloomberg, sem citar a fonte da informação. As ações da Blockbuster registraram queda de 86%, quando as negociações foram interrompidas.

O escritório Kirkland & Ellis foi contratado pela empresa para avaliar as opções de reestruturação da companhia. O pedido de concordata é uma dessas opções, afirmou a Bloomberg. A empresa poderia buscar um acordo com os credores para tentar um consenso sobre a necessidade da concordata.

A Blockbuster tem mais de 7 500 lojas na América do Norte, Europa, Ásia e Oceania. No Brasil, a empresa vendeu suas lojas para a Lojas Americanas há cerca de dois anos. A Blockbuster tem enfrentado uma maior concorrência da Netflix, que trabalha com um sistema de catálogo e entrega de filmes direto na residência.

Para não ficar para trás, a Blockbuster também planeja reinventar seu modelo de negócios. O objetivo é oferecer mais de 90 000 filmes com entrega em casa. Além disso, a empresa também quer oferecer a possibilidade de alugar filmes que possam ser assistidos no celular ou em TVs conectadas à internet.

Todas essas iniciativas, no entanto, ainda não foram suficientes para compensar a queda de receitas com o aluguel de filmes nas lojas. Bastante endividada, a empresa não tem conseguido gerar caixa suficiente nem levantar dinheiro junto a bancos ou investidores para rolar seus débitos.

Ironicamente, em maio do ano passado, a Blockbuster chegou a apresentar uma oferta de compra à Circuit City, uma das maiores redes de varejo de eletrônicos dos Estados Unidos e que também pediu concordata. A negociação para a aquisição fracassou, mas, agora, é a Blockbuster quem não consegue honrar os compromissos com os credores.