Bashar al Assad denuncia apoio francês a terroristas

Assad afirmou que "muitos Estados da região e ocidentais, entre eles a França, continuam até agora a apoiar o terrorismo"

Damasco – O presidente da Síria, Bashar al Assad, denunciou nesta quarta-feira para uma delegação de deputados franceses que visitam Damasco o apoio da França e de outros países “ao terrorismo” na Síria.

Segundo um comunicado da presidência síria, Assad afirmou que “muitos Estados da região e ocidentais, entre eles a França, continuam até agora a apoiar o terrorismo e a proporcionar cobertura política às organizações terroristas” no território sírio e no Oriente Médio.

Nesse sentido, Assad destacou “a importância do papel das instituições francesas, com o parlamento à cabeça, para corrigir as políticas do governo atual e trabalhar pela segurança e pela estabilidade na região, o que no final servirá aos interesses do povo francês”.

A agência de notícias oficial síria, “Sana”, acrescentou que o chefe de Estado também falou da situação humanitária e ressaltou que a principal razão do sofrimento do povo sírio é o terrorismo, que destruiu as infraestruturas básicas.

Assad indicou que o segundo motivo é o bloqueio econômico à Síria que teve consequências negativas especialmente no setor de saúde.

Os parlamentares franceses insistiram na necessidade de adotar novas políticas em relação à guerra na Síria, já que consideraram que a atitude do Ocidente não conseguiu pôr fim à disputa, disse a “Sana”.

Além disso, anteciparam que tentarão mudar essas políticas no parlamento francês.

A delegação é liderada por Jean-Frederic Poisson, presidente do Partido Cristão Democrata (PCD), que se define de centro-direita.

Ontem, Poisson afirmou durante uma reunião com o presidente do parlamento sírio, Mohammed Jihad al Laham, que não pode haver uma solução ao conflito na Síria sem Assad.

Esta não é a primeira visita de Poisson à Síria,em julho ele esteve em Damasco e também se reuniu com Assad.

Em fevereiro, quatro deputados – dois conservadores, um socialista e outro de centro – viajaram ao território sírio e se reuniram com Assad, visita da qual o governo francês se desvinculou.