Ban pede que ministros negociem com mesmo propósito na COP21

Por isso, ele pediu a todos os negociadores que "cooperem unidos sob um mesmo propósito e com bom senso"

Paris – O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, fez nesta segunda-feira um pedido aos ministros e chefes de delegações, para que tomem as rédeas das negociações climáticas em Paris e que cooperem “unidos sob um mesmo propósito e com bom senso” para chegar a um acordo sólido.

“O mundo espera algo mais do que meias ações e enfoques paulatinos. Está pedindo um acordo que o transforme”, afirmou Ban durante seu discurso na abertura do primeiro dia do segmento de alto nível da Cúpula do Clima (COP21).

“Não deve haver lugar para o erro, não tem que haver equívoco sobre o perigo diante de nossos olhos. Mas além disto, podemos ver um novo mundo que pode ser nosso”, disse o secretário- geral da ONU.

Por isso, ele pediu a todos os negociadores que “cooperem unidos sob um mesmo propósito e com bom senso, para garantir nosso objetivo comum e compartilhar o futuro”.

“Conto com sua liderança, compromisso e decisões sábias para a humanidade”, afirmou.

Ban lembrou aos ministros que seu trabalho na COP21 pode ajudar a erradicar a pobreza, fomentar a energia limpa e criar trabalhos, oportunidades e “esperança no amanhã, especialmente para os jovem e as próximas gerações”.

A secretária da 21ª Conferência das Partes (COP21) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), Christiana Figueres, assinalou que os ministros enfrentam agora o “desafio” de cristalizar as mensagens dos chefes de Estado e de governo e os compromissos nacionais postos sobre a mesa em um “marco legal amplo que una o mundo em ação e aplicação” do acordo que será pactuado na COP21.

“Estamos reunidos aqui com uma mobilização sem precedentes como cenário de fundo. As estrelas realmente se alinharam para nós”, afirmou Figueres, quem garantiu que tanto a sociedade civil, as entidades locais, como as empresas passaram dos compromissos à “ação real”.

“Agora cabe a vocês unir os resultados da minuta do texto e aplicar sua liderança para conseguir um acordo final claro. Cabe agora à sua gestão política assegurar que daremos ao mundo um pacto global”, disse.

Figueres pediu que o acordo seja um “catalisador” que cubra as necessidades locais e nacionais, que esteja à altura dos limites do meio ambiente e que proteja os mais vulneráveis.

“A oportunidade de responder ao chamado da história não chega para todo o mundo nem todo dia. E a história elegeu vocês, aqui e agora”, apelou aos altos representantes nacionais.

“O que me mantém acordada à noite é que vejo os olhos de sete gerações que me perguntam o que fiz, o que fizemos. A mesma será colocada a cada um de vocês. Espero que possamos dizer que fizemos tudo o que era necessário”, concluiu.