Aviação israelense mata três palestinos na Faixa de Gaza

Enas Khammash, 23 anos, e sua filha Bayan foram mortas no bombardeio contra Jafarawi, no centro da Faixa de Gaza, na madrugada de quinta

O Hamas disparou nesta quarta-feira dezenas de foguetes da Faixa de Gaza em direção a Israel, que respondeu com bombardeios aéreos que mataram três palestinos, incluindo uma mulher grávida e sua filha de oito meses.

Enas Khammash, 23 anos, e sua filha Bayan foram mortas no bombardeio contra Jafarawi, no centro da Faixa de Gaza, na madrugada de quinta.

O ataque feriu ainda o marido de Enas, que estava grávida.

Na noite de quarta-feira, a aviação de Israel já havia liquidado Ali Ghandur, membro do braço armado do Hamas, e ferido outros seis palestinos na Faixa de Gaza.

“Até o momento foram registrados 70 disparos de foguetes da Faixa de Gaza em direção ao território israelense”, informou o Exército hebreu.

A maioria dos foguetes caiu em zonas desabitadas e onze foram interceptados no ar pelos sistemas antimísseis israelenses, mas dois atingiram a cidade de Sderot, onde uma pessoa ficou levemente ferida, segundo o Exército.

Segundo os militares, a Força Aérea respondeu com bombardeios contra “sítios terroristas” do movimento islâmico palestino Hamas, que governa a Faixa de Gaza.

O braço armado do Hamas reivindicou os disparos de foguetes contra Israel, realizados pela “resistência” palestina contra “posições inimigas em torno da Faixa de Gaza.

“Estou profundamente alarmado com a escalada da violência entre Gaza e Israel, em especial pelos numerosos foguetes lançados hoje contra o sul de Israel”, declarou o enviado especial da ONU, Nickolay Mladenov, ao pedir moderação.

Os disparos palestinos ocorrem um dia após a morte de dois membros das brigadas Ezedin al Qasam, o braço armado do Hamas, em um bombardeio israelense contra o norte da Faixa de Gaza.

Após as mortes, o Hamas advertiu que faria Israel “pagar um alto preço”.

Desde 2008, Israel e Hamas protagonizaram três guerras.

A partir de 30 de março, ao menos 159 palestinos morreram na Faixa de Gaza em protestos contra o bloqueio israelense e para exigir o direito de retorno dos palestinos, expulsos de suas terras com a criação do Estado de Israel, em 1948.

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