Autor de atropelamento de manifestantes em Charlottesville é julgado

James Fields é acusado de ter atropelado um manifestante, ter ferido gravemente oito pessoas e ter fugido após o ataque com o veículo em agosto de 2017

O julgamento por homicídio de um neonazista americano acusado de atropelar manifestantes contra um comício de supremacia branca no ano passado em Charlottesville começa nesta segunda-feira.

James Fields, 21 anos, também enfrenta oito acusações por causar ferimentos graves em outras pessoas e uma acusação por fugir após o ataque com o veículo que ele supostamente dirigiu durante a manifestação “Unite to the Right” em 12 de agosto de 2017.

O ataque causou a morte de Heather Heyer, de 32 anos, e deixou em evidência a ousadia da extrema direita desde a chegada ao poder do presidente Donald Trump, que, com sua retórica e políticas, contribuiu, de acordo com muitos analistas, para aumentar a violência racista e antissemita no país.

O julgamento começa nesta segunda com a seleção dos jurados e deverá ser concluído em três semanas.

Se Fields for declarado culpado de homicídio em primeiro grau, vai enfrentar uma pena entre 20 anos de prisão e prisão perpétua.

Sua defesa não conseguiu impedir que o julgamento acontecesse em Charlottesville sob a alegação de que seria impossível reunir um júri imparcial.

A manifestação foi organizada pelos nacionalistas brancos Jason Kessler e Richard Spencer para protestar contra a remoção de uma estátua de Robert E. Lee, o principal general confederado durante a Guerra Civil dos Estados Unidos (1861-1865).

No protesto, participaram centenas de simpatizantes neonazistas e homens armados.

No segundo dia de manifestações, em 12 de agosto, houve confrontos entre os neonazistas e antifascistas do movimento de extrema esquerda Antifa. A violência resultou no suposto ataque de Fields, um admirador de Hitler segundo suas redes sociais, contra a multidão com seu carro.