Ataque suicida em comício no Paquistão deixa 128 mortos

Ato acontece no momento em que governo provisório lança ofensiva contra aglomerações políticas com Nawaz Sharif, deposto pela Suprema Corte no ano passado

Quetta, Paquistão – Um atentado suicida deixou 128 mortos em um comício no sudoeste do Paquistão no segundo ataque relacionado à eleição nesta sexta-feira, disseram autoridades, em meio a crescentes tensões sobre o retorno do primeiro-ministro destituído Nawaz Sharif ao país antes da votação do dia 25 de julho.

O ataque foi o mais letal realizado no Paquistão em mais de um ano e é o terceiro incidente de violência relacionada à eleição apenas nesta semana.

O ato acontece no momento em que o governo provisório do Paquistão lança uma ofensiva contra aglomerações políticas com Sharif, que foi deposto pela Suprema Corte no ano passado e condenado por corrupção na última semana, retornando ao país para apoiar seu partido antes das eleições.

O ministro da Saúde interino do Baluchistão, Faiz Kakar, disse à Reuters que o número de mortos no ataque subiu para 128, com mais de 150 feridos.

Qaim Lashari, importante autoridade da polícia, havia dito que mais de mil pessoas estavam participando do comício na cidade de Mastung, na província de Baluchistão.

Militantes islâmicos ligados ao Taliban, à Al Qaeda e ao Estado Islâmico estão operando na província, que faz fronteira com o Irã e com o Afeganistão.

O Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelo ataque, informou a agência de notícias Amaq, do grupo, que não forneceu mais detalhes ou evidências para sua alegação.

Entre os mortos está o candidato à Assembleia da Província do Baluchistão Siraj Raisani, cujo irmão Nawab Aslam Raisani foi ministro-chefe da província de 2008 a 2013.

Raisani é o segundo candidato a ser morto no Paquistão em casos de violência pré-eleitoral nesta semana.

Mais cedo nesta sexta-feira, uma explosão matou quatro pessoas na cidade de Bannu, atingindo o comboio de campanha de Akram Khan Durrani, um aliado do partido de Sharif.