Assad diz que seu país se defenderá de qualquer agressão

Presidente sírio reiterou que país irá se defender e está disposto a "se livrar de terrorismo" apoiado por Israel

Damasco – O presidente sírio, Bashar al-Assad, reiterou nesta quinta-feira que seu país “se defenderá contra qualquer agressão” e acrescentou que a Síria está disposta a “se livrar do terrorismo que é apoiado por Israel e pelos países estrangeiros”.

Em reunião com parlamentares iemenitas, Assad disse que as “ameaças de um ataque direto aumentarão a defesa de nossos princípios firmes e das decisões independentes”, segundo recolheu a agência oficial síria “Sana”.

“A Síria, com seu povo firme e seu heroico Exército, está decidica a se livrar do terrorismo apoiado por Israel e pelos países estrangeiros que servem a seus próprios interesses dividindo o Oriente Médio e debilitando seus povos”, disse.

Para Assad, o “aumento da consciência popular no mundo árabe” permitirá que seu Governo enfrente os inimigos, já que os povos “são o verdadeiro motor dos laços entre os países”.

Por sua vez, a delegação iemenita manifestou seu apoio ao regime sírio como “aglutinador dos árabes e da resistência”, e acrescentou que sua luta é de toda a nação árabe, segundo a “Sana”.

Estas últimas declarações de Assad se somam às que divulgadas nesta quinta-feira pelo jornal libanês “Al Akhbar”, próximo ao grupo xiita Hezbollah, nas quais o presidente sírio assegurava que seria “vencedor” perante uma possível intervenção estrangeira

“Desde o começo da crise, estamos esperando o momento no qual nosso inimigo verdadeiro tentará intervir”, destacou o líder, que deu ânimo a seus colaboradores, dizendo que estão “preparados para conter qualquer agressão e proteger a nação”.

A oposição síria denunciou em 21 de agosto que mais de mil pessoas morreram em um suposto ataque químico do regime nas imediações da capital síria, apesar de Damasco negar essas acusações.

Os investigadores internacionais desdobrados no terreno devem abandonar a Síria no próximo sábado e apresentarão os dados preliminares de suas pesquisas, anunciou hoje em Viena o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que insistiu que se dê uma oportunidade à diplomacia.

*Matéria atualizada às 10h23