Assad condiciona plano de paz a fim de ” terrorismo”

O governo sírio acusa países como Arábia Saudita e Qatar de enviar armas aos insurgentes do Exército Sírio Livre

Damasco- O presidente da Síria, Bashar al Assad, se reuniu nesta terça-feira com o mediador internacional Kofi Annan e disse que o êxito do plano de paz está condicionado ao fim do “terrorismo”, informou a agência oficial de notícias “Sana”.

No encontro, Assad assinalou que a iniciativa de paz proposta por Annan “depende do fim do contrabando de armas e do terrorismo e daqueles que o apoiam”, segundo a agência.

O governante sírio destacou que supostos grupos terroristas aumentaram ultimamente suas ações assassinando e sequestrando cidadãos sírios, assim como atacando propriedades públicas e privadas.

Assad analisou com Annan os “obstáculos” que estão dificultando o desenvolvimento dos seis pontos do plano de paz, entre os quais estão o fim da violência, a libertação dos presos políticos, a retirada militar das cidades e o início de um diálogo entre o governo e a oposição.

Da reunião participaram também o ministro de Relações Exteriores sírio, Walid Muallem; a conselheira de Assad, Buzaina Shaban, assim como o vice-ministro e o porta-voz de Exteriores, Faiçal Miqdad, e Jihad Maqdisi, respectivamente.

Este último assegurou à imprensa antes do encontro que o regime tinha respeitado o cessar-fogo vigente desde o dia 12 de abril “ao contrário da outra parte, que não se comprometeu com o acordo fundamental com a ONU”, em alusão aos opositores.

Esta é a segunda viagem de Annan à Síria, onde viajou pela primeira vez no último dia 10 de março para se reunir com Assad e os opositores.

Em sua chegada ontem à Síria, o emissário da ONU instou o regime de Assad a “adotar passos efetivos para demonstrar que é sério em sua intenção de resolver a crise síria pacificamente”.

Em resposta à repressão do regime, os Estados Unidos e os principais países europeus anunciaram hoje a expulsão de seus embaixadores sírios depois do massacre perpetrado na sexta-feira passada na localidade de Houla, onde morreram mais de 100 pessoas.