Argentina elege presidente e renova Parlamento em eleições

País terá sete candidatos à presidência e verá mudança na Câmara e no Senado

Buenos Aires – A Argentina realizará no domingo eleições gerais para escolher o presidente do país entre sete candidatos, e renovar metade da Câmara dos Deputados e um terço do Senado.

Mais de 28 milhões de pessoas – cerca de 50 mil delas no exterior – estão convocadas para votar em 86.061 mesas mistas, distribuídas em 12.728 colégios eleitorais no território nacional e fora do país. O voto é obrigatório para quem tem mais de 18 anos.

Os argentinos votarão em listas de candidatos para presidente e vice-presidente, elegerão 130 deputados e 24 senadores nacionais nas províncias de Buenos Aires, Formosa, Jujuy, La Rioja, Misiones, San Juan, San Luis e Santa Cruz.

As províncias de Buenos Aires, Entre Ríos, La Pampa, San Luis, Santa Cruz, Jujuy, San Juan, Mendoza e Formosa elegerão governador, deputados regionais e prefeitos.

O candidato que ficar em primeiro na eleição para presidente deverá ter 45% dos votos, ou 40% com dez pontos de diferença sobre o segundo colocado, para vencer o pleito já no primeiro turno.

Os candidatos foram definidos nas eleições primárias abertas, obrigatórias e simultâneas, realizadas pela primeira vez no país em 14 de agosto.

Os partidos políticos que se apresentam nas eleições nacionais obtiveram nas primárias pelo menos 1,5% dos votos válidos nos distritos.

Essa eleição reuniu dez pré-candidatos à Presidência, dos quais três não conseguiram o total de votos necessários para concorrer no domingo.

As candidaturas definidas nesta primeira etapa foram as de Cristina Fernández de Kirchner (Frente para a Vitória), Ricardo Alfonsín (Aliança União para o Desenvolvimento Social), Eduardo Duhalde (Frente Popular), Hermes Binner (Frente Ampla Progressista), Alberto Rodríguez Saá (Compromisso Federal), Elisa Carrió (Coalizão Cívica) e Jorge Altamira (Frente de Esquerda).

As eleições primárias foram implementadas por uma reforma política aprovada pelo Parlamento argentino no final de 2009. EFE