Arábia Saudita assume a presidência do G20

O reino assumiu a presidência com o lema de "aproveitar as oportunidades do século XXI para todos". Mandato tem duração de um ano

Riad – Concluído o mandato do Japão, a Arábia Saudita deu início neste domingo à presidência anual rotativa do G20, que terminará com a realização da cúpula do grupo em Riad nos dias 21 e 22 de novembro de 2020.

Em carta divulgada hoje, o rei saudita Salman bin Abdulaziz al Saud, disse esperar “um cenário em que o G20 apresente iniciativas e resultados que satisfaçam as expectativas dos povos de todo o mundo”.

“Em meio aos desafios comuns enfrentados pelos países do G20 e seus povos, a cooperação internacional se tornou uma necessidade urgente, e a Arábia Saudita acredita na efetividade da ação multilateral para alcançar um consenso benéfico para todos”, comentou o monarca.

O reino assumiu a presidência com o lema de “aproveitar as oportunidades do século XXI para todos”. O príncipe herdeiro Mohammad bin Salman declarou à agência de notícias estatal “SPA” que a Arábia Saudita promoverá “o consenso global e a cooperação com os sócios do grupo com o objetivo de obter conquistas reais”.

Além disso, destacou o papel de Riad ao apresentar a perspectiva do Oriente Médio no fórum internacional, que pela primeira vez será realizado em um país árabe.

Veja também

O Ministério das Relações Exteriores saudita anunciou que antes da cúpula do G20 serão organizadas mais de 100 reuniões e conferências com representantes dos países nos âmbitos da mulher, dos jovens e da sociedade civil, entre outros.

Segundo “SPA”, Riad convidou para a próxima cúpula Jordânia, Singapura, Espanha e Suíça, e tem a intenção de chamar também organizações regionais como o Fundo Monetário Árabe, o Banco Islâmico de Desenvolvimento, a União Africana e o Conselho de Cooperação do Golfo.

O G20 é integrado por Brasil, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, África do Sul, Turquia e União Europeia.