Apesar de guerra, 70 mil migrantes chegaram no Iêmen

Mais da metade das chegadas ocorreram depois de 26 de março, quando uma coalizão árabe começou a bombardear posições dos rebeldes houthis

Genebra – Cerca de 70 mil imigrantes, solicitantes de asilo e refugiados chegaram este ano ao Iêmen, principalmente vindos de Etiópia e Somália, apesar de o país estar sofrendo com um conflito armado que provocou uma crise humanitária, disse a ONU nesta terça-feira.

Mais da metade das chegadas ocorreram depois de 26 de março, quando uma coalizão árabe – liderada pela Arábia Saudita – começou a bombardear posições dos rebeldes houthis (de filiação xiita).

Este grupo rebelde tinha obrigado o presidente a se exilar na Arábia Saudita, após tomar o controle da capital, Sana, e de outras importantes cidades e áreas do Iêmen.

Apesar do conflito, os imigrantes e refugiados não diminuíram, embora o Iêmen só seja um lugar de passagem no caminho para seus verdadeiros destinos: alguns dos país vizinhos, que são ricas monarquias petrolíferas.

A Agência das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) disse que a recepção dos que chegam através do Mar Vermelho foi suspensa após um ataque que destruiu o centro de amparo.

O Escritório de Direitos Humanos da ONU comunicou hoje que a guerra civil no Iêmen já matou 2.615 civis e feriu 5.193.

De todas essas vítimas, dois terços foram registradas nos sete meses após o início dos bombardeios aéreos sauditas. Incluindo os combatentes, foram mais de 5.600 mortes.

Por outra parte, a organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) disse hoje que um de seus centros de atenção na cidade iemenita de Saada, no noroeste do país, foi alvo ontem à noite de vários bombardeios, enquanto havia pacientes e equipes médicas em seu interior.

A organização não informou ainda sobre mortos ou feridos por este ataque.