Anistia pede que Israel evite punição coletiva a palestinos

"Nada pode justificar esses sequestros e assassinatos, que novamente condenamos. Os responsáveis devem ser levados à Justiça", afirmou Anistia Internacional

Jerusalém – A organização internacional de defesa dos direitos Humanos Anistia Internacional (AI) afirmou nesta terça-feira que o assassinato de três jovens israelenses, sequestrados no último dia 12 de junho, é um crime injustificável, mas advertiu Israel que não deve representar “um castigo coletivo para os palestinos”.

Em comunicado divulgado hoje, o diretor para o Oriente Médio e o Norte da África da AI, Philip Luter, condenou o assassinato e insistiu que os culpados devem ser levados à Justiça.

“Nada pode justificar esses sequestros e assassinatos, que novamente condenamos. Os responsáveis devem ser levados à Justiça”, afirmou.

“Mas “Nada pode justificar esses sequestros e assassinatos, que novamente condenamos. Os responsáveis devem ser levados à Justiça”, afirmou., ou violando outros direitos dos palestinos. Ao contrário, as autoridades israelenses devem fazer uma investigação completa e imparcial que leve a julgar os suspeitos em julgamentos justos”, acrescentou.

“A lógica do olho por olho só aumenta a possibilidade de novas violações dos direitos humanos e dos abusos que palestinos e israelenses já sofrem. É necessário pará-la imediatamente”, concluiu.

Os três jovens, Eyal Yifrach, de 19 anos, e Gilad Sha”er e Naftali Frenkel, ambos de 16, desapareceram em 12 de junho quando pegavam carona na saída da escola religiosa em um cruzamento próximo ao bloco de colônias de Gush Etzion e a cidade palestina de Hebron.

Seus corpos, aparentemente baleados, foram encontrados ontem em um descampado próximo a esta cidade palestina, sepultados sob pedras, não muito longe de onde foram sequestrados.

O exército israelense isolou o local e procura os dois suspeitos do crime, identificados como Amre Abu Aysha, de 33 anos, e Marwan Kawasme, de 29 anos, ambos membros da ala militar do movimento islamita Hamas.

Ontem à noite, unidades de combate israelense revistaram as casas dos e destruíram parte da de Abu Aysha, em busca de pistas que esclareçam se atuaram por iniciativa própria ou por ordem do grupo, que negou saber da operação.

Um palestino morreu baleado pelo exército israelense e outros três foram detidos durante esta operação, segundo fontes militares.

Sobre isso, a Human Rights Watch também denunciou hoje que “o prejuízo desnecessário das casas dos suspeitos que aparentemente não estão envolvidos no assassinato pode ser considerado um castigo coletivo”.

“Realizar este tipo de ação sem ter nenhum suspeito acusado vai contra os procedimentos básicos do direito”, lembrou.

A HRW assinalou que também observa a atuação das tropas israelenses que, desde que os jovens foram dados por sequestrados, detiveram perto de 500 pessoas na Cisjordânia, a maioria membros do Hamas, e outras sete pessoas morreram em ações do exército.

“O assassinato dos três adolescentes é horrível, mas não pode justificar abuso algum por parte das forças israelenses. O exército israelense deve responder a esses terríveis assassinatos de acordo com a lei internacional”, concluiu a HRW.