Americanos viajam com mais segurança durante Ação de Graças

Calcula-se que 46 milhões de pessoas viajarão nestes dias e o aumento da presença policial é visível

Washington – Milhões de americanos celebrarão nesta quinta-feira com suas famílias o Dia de Ação de Graças, o feriado mais importante dos Estados Unidos, marcado este ano por fortes medidas de segurança após os recentes atentados do Estado Islâmico em vários países.

Calcula-se que 46 milhões de pessoas viajarão nestes dias e, embora as autoridades incentivem os americanos a fazerem isso normalmente, o aumento da presença policial é visível em aeroportos e estações de trem, por exemplo.

Em Nova York, onde acontece o famoso desfile de Ação de Graças da rede de lojas Macy’s, a segurança é máxima. A expectativa é de que o evento reúna 3 milhões de pessoas nas ruas da cidade nesta quinta-feira.

Aproximadamente, 200 agentes da nova unidade contra o terrorismo da Polícia de Nova York fazem parte do maior dispositivo já destinado a este tradicional desfile anual, que neste ano poderia alcançar recorde de público, por conta do bom tempo.

O alerta global de terrorismo emitido nesta semana pelo Departamento de Estado e o medo após os recentes ataques parecem não ter afetado, como se temia, os deslocamentos dos americanos para passar a data com a família.

Espera-se que mais de 2 milhões de passageiros decolem diariamente durante o feriado, com as primeiras saídas tendo acontecido na sexta-feira passada e as últimas voltas na próxima terça-feira.

São números recorde desde 2007 e que representam um aumento de 3% com relação ao ano passado, segundo as previsões de Airlines for América, organização que reúne às principais companhias aéreas do país.

Ontem, o presidente Barack Obama pediu calma e insistiu que não há “qualquer informação específica e crível” que aponte a um ataque terrorista no país.

Segundo ele, caso seja detectada “uma ameaça específica à segurança, o público será informado”, em uma tentativa de tranquilizar os cidadãos após os recentes ataques terroristas do EI, como os ocorridos no último dia 13 em Paris, e perante as ameaças explícitas do grupo contra os Estados Unidos.