Americanos processam empresas por furacão

Moradores do sul do Mississipi que entraram com processo contra empresas americanas após o furacão Katrina devem ter nova audiência este ano.

O processo foi movido em Agosto de 2005, apenas semanas depois que o Katrina devastou a região. Mais de 1200 pessoas morreram, e a cidade de Nova Orleans também foi arrasada.

Os moradores alegam que as operações de indústrias de energia, combustíveis fósseis e indústrias químicas nos Estados Unidos contribuíram para a gravidade do evento.

Segundo a France Press, que teve acesso a documentos do processo, os pleiteantes alegam que a emissão de gases causadores do efeito estufa contribuiu para o aquecimento global. O aumento das temperaturas do ar e água piorou a ferocidade do furacão Katrina.

O processo pede compensação de empresas como Shell, ExxonMobile, BP, Chevron, Honeywell e American Electric Power pelos danos causados em suas casas pela entrada de água salgada, detritos, sedimentos e substâncias nocivas.

No entanto, três juízes federais da corte de apelação decidiram em outubro de 2009 que o caso deveria ser ouvido. Em fevereiro, a mesma corte decidiu re-examinar o caso, dessa vez com nove juízes.

Eles alegam que as empresas têm o dever de evitar prejudicar o meio ambiente, a saúde publica e propriedade privada.

Os moradores do Mississipi devem agora esperar uma nova data de audiência nos próximos três meses. A decisão deve sair até o fim do ano, mas os dois lados da disputa podem levar o caso á Suprema Corte.