Americanos apoiam mudança política sobre Cuba, diz pesquisa

61% dos entrevistados pedem ao governo dos Estados Unidos que retire Cuba da lista de países que incentivam o terrorismo

Estados Unidos – A maioria dos cidadãos americanos (56%) apoia uma mudança na política dos Estados Unidos em relação a Cuba, principalmente no estado da Flórida, onde reside a maior comunidade de origem cubana, de acordo com uma pesquisa divulgada nesta terça-feira.

A pesquisa nacional, realizada pelo centro de estudos Atlantic Council, revelou que na Flórida esse apoio em favor de uma revisão completa das relações com Cuba chega a 63%, fato que os responsáveis ​​pela pesquisa consideraram surpreendente.

“Esta é uma mudança fundamental em relação ao passado: Cuba era um assunto indiscutível porque a Flórida não queria saber da relação com Cuba. Essa pesquisa mostra que isso já não é verdade”, afirmaram os responsáveis ​​pela pesquisa, Paul Maslin e Glen Bolger, na introdução do estudo.

No condado de Miami-Dade, historicamente identificado como um reduto de resistência à normalização das relações com Cuba, o apoio a uma mudança nesta política chega a 64%.

Mais de seis em cada dez pessoas defende uma política em relação a Cuba que permita que as empresas americanas tenham relações e atividades normais em Cuba, e o mesmo número pede o fim das restrições de viagem para os cidadãos americanos.

Da mesma forma, 61% dos entrevistados pedem ao governo dos Estados Unidos que retire Cuba da lista de países que incentivam o terrorismo, sendo que na Flórida esse posicionamento atinge 67%.

Ao comentar os resultados da pesquisa, o senador democrata Patrick Leahy disse que “é hora de mudar a política em relação a Cuba. É discriminatória, está equivocada e tem de mudar”.

Na visão de Leahy, “é ilógico manter uma política definida na era do presidente Eisenhower. (O fim do embargo) não é apenas uma questão de dinheiro, mas de como nós tratamos outros países. Está na hora de uma mudança de rumo”.

O estudo, realizado pelo Adrienne Arsht Center para a América Latina, do Atlantic Council, consultou 1.024 pessoas de forma aleatória, em janeiro, de acordo com seus responsáveis, e tem uma margem de erro de 3%.