Americano é condenado por tentar apoiar Estado Islâmico

Corte federal condenou a 20 anos e três meses de prisão um americano por tentar apoiar o grupo jihadista e possuir uma arma de fogo ilegalmente

Washington – Uma corte federal dos Estados Unidos condenou nesta quarta-feira a 20 anos e três meses de prisão um americano por tentar proporcionar apoio ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI) e possuir ilegalmente uma arma de fogo, informou o Departamento de Justiça em comunicado.

Donald Ray Morgan, de 44 anos e procedente do condado de Rowan, na Carolina do Norte, também foi condenado a três anos de liberdade vigiada após sua saída da prisão.

Morgan foi detido em agosto de 2014 no aeroporto internacional John F. Kennedy de Nova York e em outubro se declarou culpado de tentativa de apoio ao Estado Islâmico, assim como de possuir ilegalmente um fuzil de assalto.

O juiz federal da Carolina do Norte, Thomas D. Schröder, encarregado do caso, concluiu que, pelo menos desde janeiro de 2014 e até sua detenção, Morgan tentou proporcionar ao grupo jihadista recursos e até seus próprios serviços.

Pelo menos em uma ocasião, o acusado tentou viajar do Líbano até a Síria para unir-se ao EI, mas não conseguiu, segundo a nota.

Além disso, o acusado frequentemente utilizava as redes sociais para expressar seu apoio tanto ao Estado Islâmico como ao uso da violência que os jihadistas fazem em uma ampla faixa de território da Síria e do Iraque para instaurar um califado e aplicar sua interpretação da sharia (lei islâmica).

O agente do FBI encarregado do caso, John Strong, declarou que Morgan “demonstrou ser uma ameaça para a segurança nacional” ao viajar ao exterior para tentar unir-se ao EI, algo que finalmente não conseguiu ao ter sido interceptado em sua viagem do Líbano à Síria.

“Esta sentença mostra que seguiremos levando perante a Justiça aqueles que se dedicam a comprometer-se com este tipo de conduta. Proteger a nação contra estas ameaças continua sendo uma de nossas maiores prioridades”, destacou o procurador-geral adjunto para a Segurança Nacional, John P. Carlin.

Vários cidadãos americanos foram detidos nos últimos meses por suposto apoio ao Estado Islâmico, contra o qual os Estados Unidos iniciaram no ano passado uma ofensiva de bombardeios à frente de uma coalizão internacional.

Os Estados Unidos começaram esta campanha de ataques aéreos de maneira unilateral em agosto de 2014 limitando-se apenas ao Iraque, para depois, com a criação de uma aliança internacional, estender sua ação à Síria sob a operação “Determinação Inerente”.

O recrutamento de cidadãos ocidentais para lutar junto ao EI é uma das maiores preocupações dos EUA e da Europa por tratar-se de indivíduos com liberdade de movimentos e que, portanto, poderiam realizar atentados em solo americano ou europeu.