Ameaças de Bin Laden não afetam preferência dos eleitores americanos

Levantamento do WSJ e da NBC News conclui que o discurso de bin Laden afetou a confiança dos americanos na capacidade de ambos os candidatos protegerem os EUA do terrorismo

A repentina aparição de Osama bin Laden em vídeo em que volta a ameaçar os Estados Unidos parece não ter afetado significativamente as preferências eleitorais dos americanos. Segundo pesquisa do jornal americano The Wall Street Journal em conjunto com a NBC News, dois terços dos consultados alegam que o episódio não faz diferença em sua escolha. Entrevistando 1 014 eleitores, o levantamento, com margem de erro de 3,1 pontos percentuais, indicou 48% para o presidente republicano George W. Bush e 47% para o senador democrata John Kerry. As entrevistas foram realizadas entre sexta-feira e sábado. De acordo com The Wall Street Journal, o resultado é estatisticamente idêntico ao de meados de outubro (48% a 48%).

O candidato independente <a href=http://portalexame.abril.com.br/edicoes/827/internacional/conteudo_50024.shtml><u>Ralph Nader</u></a> tem 1% das preferências. Cerca de 4% dos eleitores dizem estar indecisos ou apóiam uma das dezenas de candidaturas nanicas. O levantamento concluiu que o discurso de Osama bin Laden afetou a confiança dos americanos na capacidade de ambos os candidatos protegerem o país do terrorismo.

Ao mesmo tempo, a pesquisa também revela que subiu a proporção dos americanos que avaliam que os custos financeiros e humanos da guerra no Iraque valem a pena, de 41% para 44%. O grupo dos que respondem que o conflito é um desperdício de vidas e de dinheiro encolheu de 51% para 48%, o que é uma boa notícia para os republicanos. Os democratas revidam atacando a <a href=http://portalexame.abril.com.br/internacional/conteudo_50871.shtml><u>transferência de postos de trabalho</u></a> para outros países, atribuindo o desemprego à política econômica adotada por Bush. Um exemplo dessa estratégia são os comerciais de TV que estão sendo veiculados em Ohio, voltados aos desempregados do setor industrial – “tudo aquilo por que você trabalhou foi embora”.

Também em Ohio, Bush repisou a tese de que é um líder talhado para o país em um momento de ameaça terrorista. “Um presidente deve liderar nosso país com consistência e força. Ainda que não concorde comigo, você sabe em que eu acredito e para onde pretendo conduzir esse país.” Em Wisconsin, no sábado, Kerry discursou: “Nós precisamos de uma nova direção, não mais do mesmo. Só porque George Bush <a href=http://portalexame.abril.com.br/internacional/conteudo_50642.shtml><u>não pode fazê-lo</u></a>, isso não quer dizer que não pode ser feito”.