Aliança Seul-Washington é mais forte do que nunca, diz Kerry

Kerry destacou os acordos entre ambas as partes para realizar operações militares e impulsionar a desnuclearização da península da Coreia

Seul – O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, afirmou nesta segunda-feira, durante sua visita a Seul, que a aliança entre este país e a Coreia do Sul é “mais forte do que nunca”, e especialmente para enfrentar as “provocações crescentes” da Coreia do Norte.

Kerry fez esse comentário em entrevista coletiva depois de se reunir com a presidente sul-coreana, Park Geun-hye, e com o ministro das Relações Exteriores sul-coreano, Yun Byung-se, com quem tratou sobre a cooperação bilateral em matéria de segurança e defesa, entre outros temas.

Kerry destacou os acordos entre ambas as partes para realizar operações militares e impulsionar a desnuclearização da península da Coreia.

O secretário americano se referiu concretamente à Coreia do Norte, “a maior preocupação em matéria de segurança” que Seul e Washington compartilham, e afirmou que a posição de ambos “não varia nem um centímetro” diante das “provocações crescentes” do regime liderado por Kim Jong-un.

“Pyongyang mostrou ainda menos disposição ao diálogo e corre o risco de se isolar ainda mais, já que continua descumprindo de forma sistemática as resoluções das Nações Unidas”, segundo o secretário de Estado americano.

“Aumentaram a pressão belicista e as tensões, os lançamentos de mísseis, continuam com o programa nuclear… Um dos exemplos mais recentes foi o teste de míssil balístico submarino”, assinalou Kerry.

Por isso, ele acrescentou que Washington e seus aliados estão tratando sobre “os próximos passos a dar” perante a constante vulneração da legislação internacional por parte de Pyongyang.

Na mesma linha, o ministro das Relações Exteriores sul-coreano afirmou que Seul e Washington acertaram o “aumento da pressão” sobre a Coreia do Norte.

Além disso, Kerry se referiu à suposta execução do ministro da Defesa norte-coreano, Hyon Yong-chol, uma ação que qualificou de “grotesca” e “horrenda”.

No dia 30 de abril, Kim Jong-un mandou fuzilar o chefe de seu Exército por desobedecê-lo e ficar dormindo em sua presença durante um ato, uma execução que foi realizada com armamento antiaéreo e perante centenas de testemunhas, segundo informou na semana passada o Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul (NIS).

A visita do secretário de Kerry, a primeira à Coreia do Sul desde fevereiro do ano passado, também serviu de preparação para a reunião que devem celebrar em meados de junho os líderes de ambos os países, Park e Barack Obama.