Alemanha recomenda extração de todos os implantes PIP

A empresa PIP chegou a produzir até 100 mil próteses mamárias ao ano e exportou a maioria para o exterior, sobretudo para a América Latina (B

Berlim – As autoridades sanitárias da Alemanha recomendaram nesta sexta-feira extrair todos os implantes mamários fabricados pela empresa francesa PIP (Poly Implant Prothèse), depois de demonstrar que alguns são defeituosos.

“O Instituto Federal de Produtos Médicos (BfArM) recomenda a retirada dos implantes como medida preventiva”, destacou a instituição em um comunicado, ressaltando que a urgência em extrair as próteses aumenta em função do tempo que a mulher vive com elas.

O BfArM, que pertence ao ministério da Saúde, anunciou que a decisão foi tomada depois que médicos e hospitais denunciaram problemas com os implantes.

O governo britânico anunciou não existirem “provas suficientes” para recomendar a retirada generalizada dos polêmicos implantes de mama fabricados pela empresa francesa, usados por 42.000 muheres no país.

Em um comunicado, informou que pagará a retirada cirúrgica dos implantes e sua substituição às mulheres que os tiverem recebido em operações feitas pelo sistema de saúde pública em cirurgias reconstrutivas, geralmente após a extirpação de um câncer, as que estiverem preocupadas e com o aval de um médico. Estes casos representam cerca de 5% de todas as usuárias.

O governo britânico acrescentou que espera que as instituições privadas ofereçam um acordo similar aos seus pacientes.

A empresa PIP chegou a produzir até 100 mil próteses mamárias ao ano e exportou a maioria para o exterior, sobretudo para a América Latina (Brasil, Venezuela, Colômbia e Argentina principalmente), bem como para Espanha e Grã-Bretanha, mas no começo de 2010 a empresa suspendeu os pagamentos diante de denúncias reiteradas de ruptura de seus implantes.

O escândalo dos implantes PIP defeituosos afeta até meio milhão de mulheres em todo o mundo e levou vários governos a emitir recomendações.

França e Alemanha recomendaram a extração generalizada dos implantes, em meio a acusações não provadas de que teriam efeitos cancerígenos.