Akin segue em campanha após declaração sobre estupro

Na manhã desta quarta, em declarações na televisão, Akin insistiu que sua persistência ''não é por seu ego, mas reflete a vontade dos eleitores do Missouri''

Washington – Todd Akin, deputado republicano pelo Missouri, disse nesta quarta-feira que continua sua campanha por uma cadeira no Senado dos Estados Unidos, apesar de ter sido centro de uma polêmica ao afirmar que uma mulher que sofreu estupro não podia ficar grávida.

Akin, que até na semana passada aparecia com boas possibilidades de desbancar a senadora democrata Claire McCaskill nas eleições de novembro, deixou passar o prazo, que venceu na terça-feira, para retirar sua candidatura por conta própria.

Na manhã desta quarta, em declarações na televisão, Akin insistiu que sua persistência ”não é por seu ego, mas reflete a vontade dos eleitores do Missouri” que o apoiaram em uma eleição recente.

No domingo passado, também durante uma aparição na televisão, o candidato explicou que é contra o aborto em qualquer circunstância, afirmando que ”se uma mulher é realmente estuprada, é pouco provável que fique grávida porque seu corpo tem formas de evitar a gravidez”.

Akin, duramente criticado tanto por dirigentes do Partido Republicano como pelos Democratas, também ouviu críticas de organizações feministas. Diante da polêmica, Akin se desculpou por suas palavras, mas se negou a renunciar a disputa por uma cadeira no Senado.

”Não posso saber o que irá acontecer no futuro”, disse Akin no programa ”Good Morning America”, da ”ABC”. ”Sei que os eleitores me conhecem. Fico inquieto ao saber que os chefes dos partidos ditam quem serão os candidatos ao invés de haver um processo eleitoral”, acrescentou.


”Eu não vou pedir perdão pelo fato de me opor ao aborto”, declarou Akin ao programa ”Today”, da ”NBC”.

Durante a entrevista, o candidato confirmou que recebeu uma ligação do representante de Wisconsin e do candidato à vice-presidência pelo partido Republicano, Paul Ryan, pedindo que ele retirasse sua candidatura.

Durante a entrevista à ”ABC”, Akin, membro do Comitê de Ciências da Câmara dos Representantes, reconheceu que sua afirmação foi equivocada. ”Pode ocorrer a gravidez como resultado do estupro. Entendo isso e reconheço o fato”, disse.