Aglomeração de pessoas causou tragédia em estádio egípcio

Legista explicou que a grande quantidade de pessoas juntas pode ter causado uma paralisação mecânica da respiração da maioria das vítimas

Cairo – Um médico legista egípcio afirmou nesta quarta-feira que a maioria das vítimas no massacre do estádio de Port Said, ocorrido em fevereiro deste ano, morreu devido à aglomeração de pessoas e não apresenta ferimentos de bala ou de armas brancas, em uma nova sessão do julgamento deste polêmico caso.

Ehsan Kamil Goergi, citado pela agência de notícias egípcia ‘Mena’, explicou que a grande quantidade de pessoas juntas pode ter causado uma paralisação mecânica da respiração.

A tragédia de Port Said, a maior na história do futebol no Egito, causou a morte de pelo menos 74 pessoas nos incidentes que explodiram entre os torcedores dos clubes Al Masry, de Port Said, e Al Ahly, do Cairo, durante a realização de uma partida.

As declarações de Georgi, que examinou apenas os 42 cadáveres que foram levados ao depósito, levantaram críticas entre os familiares das vítimas presentes na sala, que asseguraram que os corpos apresentavam cortes.

Um total de 75 de pessoas compareceram perante o tribunal acusados de assassinato premeditado, roubos, posse ilícita de armas e destruição de propriedades públicas e privadas.

Na batalha campal que tomou o estádio, vários agressores lançaram material explosivo contra os espectadores, enquanto outros empurraram alguns torcedores do Al Ahly das escadarias mais altas do estádio, causando sua morte, de acordo com as acusações.

Na primeira sessão do julgamento, realizada no dia 17 de abril, os processados, em sua maioria torcedores do Al Masry, negaram as acusações e asseguraram que foram os policiais encarregados de manter a segurança do estádio os autores das agressões.