Acordo com as Farc; Venda do Twitter?…

Na semana

– Uma possível venda da rede social Twitter deixa o mercado de tecnologia atento. A Alphabet, companhia-mãe do Google, é uma das possíveis compradoras. Fundada há dez anos, a plataforma encontra dificuldades para aumentar o faturamento, em torno de 700 milhões de dólares, e sua base de usuários está estagnada em 300 milhões. Com os rumores da venda, as ações da empresa subiram 19% na sexta-feira, a maior alta desde 2013. O valor de mercado chegou a 16 bilhões de dólares.

Segunda-feira 26

– A democrata Hillary Clinton e o republicano Donald Trump, candidatos à presidência dos Estados Unidos, participam do primeiro dos três debates destas eleições. O confronto de 90 minutos na Universidade Hofstra, em Nova York, começa às 22h (horário de Brasília) e pode ser decisivo para desempatar a corrida presidencial. As eleições acontecem em 8 de novembro.

– Os 13 membros da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) fazem reunião informal em Argel, capital da Argélia. Os países vêm tentando chegar a um acordo para impor um limite à produção e impulsionar o preço do barril, que está em torno de 45 dólares. O encontro vai até quarta-feira. A reunião oficial do grupo acontece no dia 30 de novembro, em Viena.

– As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o governo colombiano assinam formalmente um tratado de paz para o fim dos conflitos na região, que já duram mais de meio século. A cerimônia de assinatura do texto será em Cartagena e vai contar com a presença de autoridades como o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. O presidente do Brasil, Michel Temer, afirmou por meio de sua assessoria que não comparecerá por “questões domésticas”. O país será representado pelo ministro das Relações Exteriores, José Serra.

– No Dia Internacional para Eliminação das Armas Nucleares, o secretário de defesa americano, Ash Carter, fala sobre o futuro nuclear dos Estados Unidos, ao visitar uma base militar em Dakota do Norte. Na quinta 29, ele segue para San Diego, onde fala sobre os conflitos na região asiática do Pacífico.

– A NASA anuncia, às 15h (no horário de Brasília), a descoberta de “atividades surpreendentes” em uma das luas de Júpiter, Europa. Em maio, a Agência Espacial Norte-Americana já havia apresentado estudo mostrando que o satélite provavelmente possui hidrogênio e oxigênio suficientes para a formação de vida por lá, e que o balanço dos oceanos é muito similar ao da Terra. Imagens foram captadas pelo telescópio Hubble.

Terça-feira 27

– O empresário Elon Musk, dono da companhia aeroespacial SpaceX e da montadora de carros elétricos Tesla, fala sobre seus planos de levar o homem a Marte, no 67º Congresso Internacional Astronáutico, em Guadalajara, no México. Com a palestra “Fazendo dos humanos uma espécie multiplanetária”, Musk conta como tem trabalhado para que seu sonho de criança se torne realidade.

Quarta-feira 28

– A chanceler alemã Angela Merkel, o presidente francês François Hollande e o presidente da Comissão Europeia Jean-Claude Juncker se encontram com líderes do mercado financeiro e ministros de finanças, em Berlim, para discutir os impactos da saída do Reino Unido da União Europeia. Na pauta, também devem entrar assuntos como a retomada da competitividade e do crescimento econômico.

– A primeira dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, faz campanha para Hillary Clinton, na Filadélfia.

– O presidente americano Barack Obama concede entrevista à rede de televisão CNN sobre a defesa do país e o papel das Forças Armadas, com militares compondo a plateia.

Quinta-feira 29

– Sindicalistas argentinos se reúnem com ministro da Fazenda do país, Alfonso Prat-Gay, para discutir reajuste salarial, achatado pela inflação de 25% prevista para 2016. O presidente Mauricio Macri, que havia negado aumento aos trabalhadores este ano, deve participar da reunião. Está prevista para outubro uma paralisação geral.

Sexta-feira 30

– Termina o ano fiscal americano, o último da gestão Barack Obama. O presidente deve deixar o cargo sem conseguir aprovar seu plano orçamentário para 2017, que tem como propostas priorizar despesas com o combate ao Estado Islâmico e ajuda às populações mais pobres.

Sábado 1º

– O Congresso americano, que tem maioria da oposição republicana, deve votar projeto de lei orçamentária para o ano fiscal de 2017, que começa neste sábado. É estimado que os gastos do país fiquem em torno de 4 trilhões de dólares, sem grandes mudanças nas regras. Os legisladores têm sido incapazes de chegar a um consenso sobre um ajuste fiscal para os Estados Unidos e um teto para gastos deve continuar pendente.

Domingo 2

– Os eleitores colombianos vão às urnas para decidir se aprovam ou não o tratado de paz firmado entre o governo e as Farc. Opositores do texto argumentam que o tratado oferece muitas concessões e anistias aos crimes cometidos pelos guerrilheiros. Segundo as regras do plebiscito, é preciso que apenas 13% do eleitorado seja favorável ao acordo para que ele seja ratificado. Pesquisa do instituto Datexco mostra que 55% da população votaria “sim”, enquanto 38% votariam “não” e 7% ainda não se decidiram.

– Começa a Conferência Anual do Partido Conservador no Reino Unido, que saiu derrotado do referendo pela saída da União Europeia, para discutir as diretrizes partidárias junto aos filiados e ao público para o próximo ano. O evento acontece na cidade Birmingham e conta com mais de 11.000 participantes inscritos.