A novela Comey; Snap mal…

A novela Comey 

O Congresso americano revelou que, dias antes de ser demitido, o diretor do FBI, James Comey, pediu ao Departamento de Justiça que aumentasse o orçamento para as investigações sobre a interferência da Rússia na eleição presidencial de 2016. Como o caso também investiga a relação da equipe do presidente Donald Trump com oficiais russos, o pedido de Comey coloca dúvidas sobre sua demissão na terça-feira — o motivo oficial é que ele teria mentido ao Congresso em depoimento sobre o caso dos e-mails da democrata Hillary Clinton. Comey foi o responsável por reabrir o processo contra Hillary às vésperas da eleição no ano passado. Em seu Twitter, Trump disse que os democratas são “hipócritas” porque “passaram meses reclamando” de Comey, mas agora se dizem contrários à demissão.

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Lavrov na Casa Branca

Em meio à polêmica envolvendo Comey e as investigações sobre a Rússia, o ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, encontrou-se em Washington com o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, e com o presidente Donald Trump. Perguntado sobre a demissão de Comey, Lavrov brincou perguntando: “Ele foi demitido? Você está brincando!” E classificou como fake news (“notícias falsas”, em português) as acusações de interferência russa nas eleições americanas. A reunião com Trump aconteceu a portas fechadas, nem mesmo fotógrafos tiveram acesso à sala.

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Turquia vs. curdos

O governo turco criticou a decisão dos Estados Unidos de enviar armas à milícia curda YPG na luta contra o grupo terrorista Estado Islâmico na Síria — a Turquia acredita que o YPG tenha ligações com o grupo terrorista curdo PKK. “Eu quero acreditar que os aliados da Turquia estão ao nosso lado, não com organizações terroristas”, disse o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, à imprensa local. O premiê turco, Binali Yildirim, disse que a ação é uma “ajuda direta ou indireta” ao PKK. O Pentágono afirmou que segue comprometido a “defender a segurança” dos aliados turcos.

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Coreia do Sul: diálogo com Kim?

O presidente eleito na Coreia do Sul, Moon Jae-in, disse que está disposto a viajar à Coreia do Norte para conversar com o ditador Kim Jong-un e “obter a paz para a península coreana”, se as condições permitirem. Jae-in, que é filho de refugiados norte-coreanos e advogado de direitos humanos, tem uma visão mais pacifista do que a antecessora, Park Geun-hye, que sofreu impeachment por corrupção em março. O novo presidente também disse que vai negociar “sinceramente” com Estados Unidos e China para decidir se manterá ou não o sistema antimísseis que os americanos começaram a instalar no país, a contragosto dos chineses. Na eleição de terça-feira, Jae-in venceu com 41% dos votos.

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Snap: crescimento lento

No primeiro relatório desde que abriu o capital na bolsa, a Snap, dona do Snapchat (rede social de imagens de curta duração), teve resultados trimestrais abaixo do esperado. As ações caíram mais de 20% após o fechamento do mercado, nas negociações after market. O faturamento do primeiro trimestre foi de 149,6 milhões de dólares, mas a expectativa era chegar a 158 bilhões. A Snap aposta nos 166 milhões de usuários ativos para reverter os resultados no futuro, mas de qualquer forma o aumento de 36,6% dos usuários no período, embora considerável, foi menor do que o registrado nos trimestres anteriores. Nos últimos meses, as redes do Facebook, como Instagram e WhatsApp, também lançaram função de imagens que desaparecem, aumentando a concorrência do Snapchat.