52 morrem na Síria enquanto conferência discute sobre país

Ofensiva mais cruel foi lançada contra as fortificações opositoras de Homs, onde morreram 16 pessoas, e Hama, onde morreram 12 e foram encontrados 18 corpos

Cairo – Pelo menos 52 pessoas morreram nesta sexta-feira em diferentes ataques das forças de segurança sírias, enquanto foram encontrados 18 corpos na província de Hama, coincidindo com a realização na Tunísia da conferência ‘Amigos da Síria‘.

O grupo opositor Comitês de Coordenação Local (CCL) informou em comunicado que a ofensiva mais cruel foi lançada novamente contra as fortificações opositoras de Homs, onde morreram 16 pessoas, e Hama, onde morreram 12 e foram encontrados 18 corpos.

As outras vítimas foram registradas na província nordeste de Hasaka (dez), nas setentrionais de Idlib (seis) e Aleppo (quatro), na meridional de Deraa (três) e na oriental de Deir ez Zor (uma).

A cidade de Homs, assediada desde o início do mês, continua sendo alvo dos bombardeios das tropas leais ao regime de Bashar al Assad, que deixaram centenas de vítimas e há dois dias causaram a morte de dois jornalistas estrangeiros.

Os CCL afirmaram que, desde o início da manhã, foram retomados os ataques contra vários bairros da cidade, especialmente contra Baba Amro, o mais castigado pela ofensiva.

A situação em Homs é crítica, segundo os opositores, que advertem sobre a escassez de alimentos e remédios básicos, corte das comunicações e eletricidade.


As manifestações em apoio à população de Baba Amro se estenderam nesta sexta-feira pelas províncias de Idlib, Aleppo, Deir er Zor e em localidades dos arredores de Damasco. Várias manifestações foram reprimidas com violência pelas forças da ordem.

Com relação a Hama, os grupos opositores denunciaram que 18 corpos, dos quais cinco pertencem a uma mesma família, foram encontrados na localidade de Khatab e por enquanto a maioria está sem identificação.

Da família de camponeses foram encontrados os corpos do casal, de uma menina de 13 anos, uma criança de sete e um bebê.

Em Hasaka, onde morreram dez pessoas, as forças de segurança abriram fogo contra grupos de manifestantes que se congregaram após a reza muçulmana do meio-dia.

Além disso, as forças do regime irromperam em duas aldeias da região de Jabal al Zauya em Idlib, perto da fronteira com a Turquia, e atearam fogo em várias casas, entre elas a do comandante do rebelde Exército Livre Sírio (ELS), Riad al Asaad.

Esta nova jornada de violência acontece no mesmo dia em que a reunião de ‘Amigos da Síria’ procura na Tunísia avançar para a resolução do conflito, que causou mais de 8.500 mortos, segundo os grupos da oposição síria.