5 dicas para economizar energia e reduzir a conta de luz

Até 2015, a tarifa de energia elétrica residencial deve aumentar 8,5%. Algumas medidas simples podem ajudar a driblar os altos encargos e a poupar dinheiro

São Paulo – Hoje, o Brasil tem a terceira tarifa de energia industrial mais cara do mundo e a nona residencial mais onerosa. O cenário futuro, infelizmente, não aponta para dias melhores. Até 2015, a tarifa de energia elétrica para os consumidores residenciais deve aumentar 8,5%.  Para as indústrias, o aumento será ainda maior, de 19%. A aprovação pela Aneel, em fevereiro, de um novo cálculo para a conta de luz deve pesar quase um bilhão de reais a mais no bolso dos brasileiros já neste ano.

Desde a última sexta (8), vigoram novos reajustes aprovados pela Agência para algumas concessionárias, como a paulista CPFL (aumento médio de 7,23%), a matrogrossense Cemat (aumento médio de 12,89) e a mineira Cemig (reajuste médio de 7,24%). Com a tarifa de energia mais cara, resta ao consumidor ficar de olho nos próprios gastos e evitar desperdícios, se quiser fugir de sustos no fim do mês. Com base em cartilhas da Secretaria de Saneamento e Energia de São Paulo, da Aneel e da UFSCar, preparamos cinco dicas que ajudam a economizar energia elétrica e a poupar dinheiro em casa e no escritório.

1 – Iluminação natural é gratuita, aproveite

Utilize ao máximo toda a luz natural que incide em casa ou no escritório. Durante o dia, mantenha janelas, cortinas e persianas abertas, permitindo a entrada da luz solar. Para aumentar a claridade de um ambiente, utilize cores claras nas paredes internas e no teto. Opte sempre por lâmpadas fluorescentes, ou pelo menos as utilize em ambientes que necessitam de maior iluminação (duas lâmpadas fluorescentes de 20 watts iluminam mais que uma incandescente de 100 watts).

Dê preferência às que possuem o Selo Procel Inmetro de Desempenho. Desligue a iluminação de ambientes desocupados ou que seja estritamente decorativa. Equipamentos como “dimers”, que controlam a intensidade da luz, e sensores de presença, que se acendem somente quando há circulação de pessoas, podem ser usados, resultando em significativa economia energética. Outra dica é orientar a limpeza do escritório, que em muitos lugares acontece à noite, para os primeiras horas da manhã, a fim de aproveitar a iluminação natural.

2 – Eletrodomésticos poupadores, os melhores amigos do bolso

Sempre que possível, opte por eletrodomésticos que levam o selo Procel, que indica os equipamentos com menor consumo energético. Leve em consideração antes de adquirir um aparelho as opções que consumam menos watts. Em casa ou no escritório, tire os aparelhos eletrônicos da tomada quando estão fora de uso, principalmente televisão, aparelhos de DVD/Blue-Ray e de som. Alguns aparelhos precisam de atenção especial:

Geladeira – Mantenha a geladeira em local ventilado para facilitar a troca de calor pelos radiadores. Não forre prateleiras com filmes plásticos, que dificultam a circulação de ar em seu interior. Evite deixá-la aberta por muito tempo e mantenha em boas condições a borracha de vedação da porta. Geladeiras em más condições podem ser responsáveis por até 70% da conta de luz.


Ar-condicionado – Quando comprar um aparelho de refrigeração, procure dimensionar o espaço que ele ocupará e o seu potencial refrigerador. Existem tabelas para este cálculo nas lojas, é só perguntar para o vendedor. Lembre-se de conferir se o aparelho possui o selo Procel de consumo reduzido. Na instalação, não deixe o aparelho em lugares quentes, próximo de equipamentos elétricos ou sob luz do sol. Isso força o desempenho e consome mais energia.

O ideal é instalá-lo de frente para a maior dimensão do ambiente, o que facilita o processo de refrigeração. Você pode desligar o ar condicionado meia hora antes do fim do expediente e também durante o almoço, que a sala ainda permanecerá climatizada. Mantenha as portas e janelas fechadas, de forma a impedir a entrada de ar quente de fora.

Chuveiro elétrico – Nos dias quentes, use o chuveiro com a chave na posição verão. Na posição inverno o consumo de energia é 30% maior.  Nunca reaproveite resistência queimada, pois aumenta o consumo de energia e não é seguro. Estude a possibilidade de instalar um aquecedor de água por energia solar, que, atualmente, possuem preços mais acessíveis e dispensam grande manutenção. Para baixar o consumo de energia – e de água -– tente reduzir a duração do banho de 20 a 40%.

3 – Computador, notebook e outros eletrônicos

O consumo individual destes equipamentos é no geral baixo (10 kWh/mês em média). No caso dos monitores, os gastos aumentam conforme o tamanho. A maioria dos monitores de 14″ atuais consome em torno de 80 W, já os de 17″ consomem entre 100 e 110 W, dependendo do modelo.

No entanto, em um escritório com vários computadores a participação no consumo total poderá ser significativa. Procure orientar os usuários a desligá-los quando não forem utilizados por longos períodos e, a utilizar sempre que possível os recursos de economia de energia disponibilizados nas máquinas.


Periféricos como impressora e scanners consomem energia mesmo quando não estão em uso; nesse caso, desligue-os das tomadas, assim como as caixas de som. Evite também deixar os aparelho eletrônicos, incluindo celulares, recarregando durante toda noite. Plugue o carregador somente o tempo suficiente para completar a carga.

4 – Elevadores, só um por vez

Se você mora ou trabalha em um edifício com mais de um elevador, sabe que é bastante comum acionar todos eles ao mesmo tempo. Para economizar energia elétrica e evitar desgaste desnecessário dos equipamentos, o ideal é ‘chamar’ apenas um. Outra forma de evitar desperdícios é fazê-los atender a grupos diferentes de andares, pares e ímpares por exemplo.

Estude a possibilidade de desligar diariamente, de maneira alternada, um dos elevadores, no horário de menor movimento e utilização (por exemplo, das 22h00 às 6h00 e nos domingos e feriados). Em edifícios residenciais, crianças devem ser orientadas a não apertar todos os botões do painel.

5 – De olho na “fuga de energia”

Uma causa muito comum do aumento na conta de energia elétrica é a “fuga” de energia, uma espécie de “vazamento de eletricidade”  que pode representar até 30% do consumo de luz no fim do mês. Emendas mal feitas, conexões frouxas, fios desencapados ou com isolamento comprometido pelo tempo são uma de suas principais causas. Outro vilão são equipamentos eternamente ligados na tomada por esquecimento.

Para descubrir se existe fuga de corrente no escritório ou em casa faça o seguinte: Desligue a iluminação e todos os equipamentos das tomadas. Com ajuda do zelador ou administrador do edifício, verifique se o disco do medidor continua girando. Em caso afirmativo, existe fuga de corrente. Para identificar a origem da fuga, desligue a chave geral. Se o disco parar de girar, o problema está na instalação elétrica. Para resolvê-lo procure o serviço de um técnico especializado.