Wall Street opera em queda por varejo fraco

Nova York – As principais bolsas de valores dos Estados Unidos recuavam nesta quinta-feira, um dia depois de sofrerem a maior queda em quase um ano, conforme uma leve queda nos pedidos de auxílio-desemprego não conseguia animar investidores.

Além disso, o mercado se deparou ainda com vendas fracas no varejo do país.

O número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA teve queda de 6 mil, para 422 mil. Economistas ouvidos pela Reuters previam um declínio para 415 mil.

Os investidores pareciam relutantes em fazer grandes apostas antes do relatório sobre a geração de empregos em maio, que será divulgado na sexta-feira. Economistas em pesquisa da Reuters estimaram abertura de 150 mil vagas.

Às 12h36 (horário de Brasília), o índice Dow Jones, referência da Bolsa de Nova York, caía 0,57 por cento, para 12.219 pontos. O índice Standard & Poor’s 500 recuava 0,42 por cento, a 1.309 pontos.

O termômetro de tecnologia Nasdaq perdia 0,12 por cento, para 2.765 pontos.

A valorização de ações no setor de educação chegou a dar força ao Nasdaq. Autoridades norte-americanas afrouxaram regras que poderiam reduzir a bolsa-auxílio para programas realizados por universidades particulares.

Corinthian Colleges disparava 30,1 por cento, para 5,20 dólares, e o Apollo Group ganhava 12,2 por cento, para 47,34 dólares.

Os preços elevados de alimentos e gasolina, a lentidão da economia e consumidores exigentes reduziram o volume de vendas das grandes varejistas dos EUA em maio.

As ações da Target caíam 0,8 por cento, para 48,19 dólares, e as da Gap perdiam 2,1 por cento, para 18,51 dólares. As vendas de ambas as companhias ficaram abaixo das previsões. O índice de varejo do Morgan Stanley caía 0,8 por cento.