Vale e Petro sobem; Edemir otimista…

Bolsa sobe

O Ibovespa fechou em alta de 0,99%, em 64.835 pontos, depois de começar o dia operando em baixa. O resultado positivo foi impulsionado pelas ações da mineradora Vale e da Petrobras. A petroleira, que teve alta de 2,72% nos papéis preferenciais e de 2,09% nos ordinários, inicialmente foi abalada pelas notícias dos estoques de petróleo dos Estados Unidos, que ficaram em 13,6 milhões de barris, muito acima dos 2,7 milhões esperados por analistas. Mas os estoques de gasolina ficaram abaixo do esperando, o que impulsionou o preço dos contratos futuros de barril de petróleo do tipo Brent, que subiu 0,67%. Já a Vale, que teve alta de 0,9% nas ações preferenciais e de 1,16% nas ordinárias, subiu com o minério de ferro, que teve alta de 0,4%

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As quedas

O pior desempenho do dia no Ibovespa foi da fabricante de aviões Embraer, que caiu 3%, depois de apoiar o pedido de consulta feito pelo Brasil ao Canadá do procedimento de solução de controvérsias da Organização Mundial de Comércio (OMC) relativo aos subsídios concedidos à Bombardier. Outras quedas foram das empresas de educação Estácio e Kroton, 2,75% e 2,64%, respectivamente, que aguardam resolução do Cade sobre a fusão.

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Inflação indo embora?

Segundo dados do IPCA de janeiro, o ano de 2017 começou bem: a inflação medida pelo índice oficial ficou em 0,38% no mês de janeiro, o menor patamar da série histórica, iniciada em dezembro de 1979. Em 2016, o IPCA foi de 1,27%. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação foi de 5,35%, ante os 6,29% registrados, e já se aproxima do teto da meta do Banco Central, de 4,5%. O IPCA do mês foi afetado principalmente pela alta no valor do transporte público e dos alimentos. Segundo o IBGE, que mede o IPCA, o cenário de desemprego alto e de recessão econômica ainda tem forte influência sobre a queda da inflação. “Ainda há pouco dinheiro circulando. O desemprego e o endividamento ainda estão muito altos, e são fatores inibidores do consumo e da inflação”, afirmou a economista Eulina Nunes dos Santos, do IBGE.

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Dólar vacilante

Depois de passar o dia em alta, o dólar fechou nesta quarta-feira praticamente estável em relação ao real, com avanço de 0,08%, cotado em 3,1197 para venda. Segundo analistas, o cenário internacional tem influenciado muito a moeda, com investidores bastante temerários sobre as incertezas das políticas do presidente Donald Trump. Em janeiro, o fluxo cambial teve o melhor resultado para o mês desde 2015. O saldo líquido fechou positivo com a entrada de 3,6 bilhões de dólares. Já o Banco Central teve ganho de 5,1 bilhões com as operações de swap cambial em janeiro, ante uma perda de 16,7 bilhões no primeiro mês do ano passado.

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Cemig (quase) perdoada

A distribuidora de energia Cemig conseguiu diminuir 95,4% de uma multa de 57,5 milhões de reais aplicada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A multa foi dada em 2014 após a Aneel alegar que a Cemig deixou de cumprir com 20 conformidades requeridas pela agência. Depois de protocolar recurso, a Cemig argumentou que a multa era “fora do razoável, excedendo o estritamente necessário para os objetivos da fiscalização” e conseguiu reduzir a 2,6 milhões de reais. As ações da distribuidora fecharam o dia em alta de 1,47% no Ibovespa.

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Novata na bolsa

A companhia de aluguel de carros Movida estreou na Bovespa com queda de 2,67%. As ações começaram com o preço de 7,50 e terminaram o dia valendo 7,30 reais. A Movida teve de reduzir o valor mínimo pedido por ação de 8,90 para 7,50 reais. Com a redução, a companhia foi avaliada em 1,6 bilhão de reais e levantou 536 milhões de reais na oferta. As ações chegaram a cair até 5% durante o dia.

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Edemir otimista



Otimista, o presidente da bolsa, Edemir Pinto, disse durante a cerimônia de abertura do capital da Movida que a chegada da companhia à bolsa marca a retomada da economia do país. “Não há um país forte sem um mercado de capitais forte. O crescimento futuro das empresas brasileiras vai passar por essa bolsa.” Pinto disse que, além da Movida, sua concorrente Unidas e o laboratório Hermes Pardini — que devem chegar à bolsa na próxima semana — mais 17 companhias devem movimentar a bolsa neste ano. O número engloba tanto ofertas iniciais de ações quanto ofertas de companhias já listadas. Ao todo, estima Pinto, essas negociações devem movimentar 25 bilhões de reais. No fim do ano passado, Pinto concedeu entrevistas dizendo que esperava 25 IPOs em 2017. Questionado sobre a previsão anterior nesta quarta-feira, ele disse que na época disse que seriam “em média 25 empresas”.