Troca de dívida na Grécia divide foco com operação do BCE

A nova operação do BCE agendada para o próximo dia 29 deve injetar cerca de meio trilhão de euros nos bancos da região

São Paulo – A sexta-feira no Brasil começava com uma tendência relativamente positiva dos mercados financeiros globais, em que as atenções para a implementação do acordo da dívida grega dividem-se com a expectativa para a segunda operação de financiamento de três anos do Banco Central Europeu (BCE) na próxima semana.

A sessão ainda inclui o início da reunião de ministros de Finanças e banqueiros centrais do G20 no México, que se estenderá pelo fim de semana. A troca de dívida da Grécia aprovada no Parlamento grego na véspera deve ser lançada hoje com o objetivo de cortar 100 bilhões de euros das obrigações gregas, enquanto implicará perda de 53,5 por cento do valor de face dos títulos sob poder de credores privados, equivalente a uma desvalorização real de 73 a 74 por cento.

Já a nova operação do BCE agendada para o próximo dia 29 deve injetar nos bancos da região cerca de meio trilhão de euros.

Às 7h40, o MSCI para ações globais ganhava 0,29 por cento e para emergentes, 0,27 por cento.

O índice europeu FTSEurofirst 300 subia 0,22 por cento e o futuro do norte-americano S&P 500 avançava 0,23 por cento – 3,20 pontos. O MSCI de ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão verificava acréscimo de 0,4 por cento.

Em Tóquio, o Nikkei fechou em alta de 0,54 por cento. O índice da bolsa de Xangai terminou com elevação de 1,25 por cento. Entre as moedas, o euro apreciava-se 0,13 por cento, a 1,3392 dólar, o que influenciava a queda de 0,26 por cento do índice DXY, que mede o valor do dólar ante uma cesta com as principais divisas globais. Em relação ao iene, o dólar subia 0,71 por cento, a 80,58 ienes.

No caso das commodities, o petróleo do tipo Brent aumentava 0,11 por cento em Londres, a 123,75 dólares, enquanto o barril negociado nas operações eletrônicas em Nova York subia 0,53 por cento, a 108,40 dólares.

No cenário doméstico, a semana fecha com dados sobre a arrecadação federal, enquanto o noticiário corporativo destaca novidades da Petrobras, entre elas, números sobre a produção da estatal, além da declaração de comercialidade de petróleo leve no sul da Bacia de Santos e do anúncio de ter encontrado óleo leve em águas ultraprofundas na mesma bacia, conhecidos após o fechamento do mercado local na véspera.


Veja como ficaram os principais mercados financeiros na quinta-feira:

CÂMBIO – O dólar fechou a 1,7110 real, em alta de 0,23 por cento frente ao fechamento anterior.

BOVESPA – O Ibovespa caiu 0,41 por cento, para 65.819 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de 6,50 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS – Às 18h10, o índice dos principais ADRs brasileiros caía 0,63 por cento, a 34.240 pontos.

JUROS – No call das 16h, o DI janeiro de 2014 estava em 9,670 por cento ao ano, ante 9,620 por cento no ajuste anterior.

EURO – A moeda comum europeia era cotada a 1,3347 dólar, ante 1,3243 dólar no fechamento anterior nas operações norte-americanas.

GLOBAL 40 – O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, subia para 133,063 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de 1,235 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS – O risco Brasil subia 2 pontos, para 199 pontos-básicos. O EMBI+ avançava 2 pontos, a 324 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA – O índice Dow Jones subia 0,36 por cento, a 12,985 pontos, o S&P 500 tinha alta de 0,38 por cento, a 1.362 pontos, e o Nasdaq ganhava 0,71 por cento, aos 2.954 pontos.

PETRÓLEO – Na Nymex, o contrato de petróleo mais curto fechou em alta de 1,55 dólar, ou 1,46 por cento, a 107,83 dólares por barril.

TREASURIES DE 10 ANOS – O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, subia, oferecendo rendimento de 1,9930 por cento, frente a 2,002 por cento no fechamento anterior.