Trabuco indiciado; Bradesco cai 4%…

Trabuco indiciado

O presidente do banco Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, e outras nove pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal nesta terça-feira na Operação Zelotes. O indiciamento da PF aponta os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, tráfico de influência, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A operação investiga suspeitas de manipulação de julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) e o suposto pagamento de propina para a edição de medidas provisórias. O relatório foi recebido pelo Ministério Público do Distrito Federal que deve solicitar novas diligências antes de decidir se apresenta ou não denúncia à Justiça contra o presidente do banco. Além dele, outros dois executivos do banco foram indiciados: o vice-presidente, Domingos Abreu, e o diretor de relações com investidores, Luiz Carlos Angelotti.

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A queda do Bradesco

Os investidores fugiram dos papéis do Bradesco após a denúncia. As ações preferências caíram 4,29% e as ordinárias 3,69%. Em nota o banco negou a contratação de serviços prestados pelo grupo investigado pela operação e que irá apresentar argumentos por meio de seu corpo de advogados.

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Bolsa cai 10%

O Ibovespa caiu 1% nesta terça-feira e fechou maio com queda de 10%. O índice teve seu primeiro resultado mensal negativo desde janeiro e o pior mês da história desde setembro de 2014, época de pré-eleições presidenciais. A queda foi impulsionada pela piora do cenário externo, com a possibilidade de aumento de juros nos Estados Unidos e também pelo cenário político local pra lá de conturbado. O dólar subiu 5% no mês e está cotado a 3,61 reais.

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Fora do índice

As ações do grupo de educação Estácio caíram 4,7% e as da companhia de comércio eletrônico B2W despencaram 9,6% nesta terça-feira. A queda acontece porque esses papéis foram excluídos do índice de ações Morgan Stanley Capital International Brazil que é utilizado como referência para diversos fundos passivos de investimento ao redor do mundo.

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Goldfajn fora do Copom

Senadores da oposição conseguiram adiar a sabatina do economista Ilan Goldfajn, indicado para presidir o Banco Central, para a próxima semana. A expectativa era de que a sabatina acontecesse nesta quarta-feira 1º, o que viabilizaria a posse de Goldfajn no cargo antes da realização da reunião do Copom em junho, que define a taxa de juros Selic. A reunião acontecerá na terça 7 e quarta-feira 8 e terá participação de Alexandre Tombini, ainda como presidente do BC.

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Superávit nas contas

O setor público consolidado, formado por União, estados e municípios, teve um superávit primário de 10,18 bilhões de reais em abril, uma queda de 24% na comparação anual. O resultado é o pior para o mês desde 2004. Com isso, nos quatro meses do ano, o setor público acumula um superávit de 4,41 bilhões de reais, 86% abaixo do valor para o mesmo período de 2015. O resultado foi impactado principalmente por municípios e empresas estatais (excluindo Petrobras e Eletrobras), que saíram de um superávit no ano passado para um déficit em abril deste ano.

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Mais confiantes

Depois da confiança do consumidor, as expectativas da indústria atingiram o nível mais alto desde março de 2015. O índice de Confiança da Indústria chegou a 79,2 pontos em maio. A alta aconteceu principalmente devido à expectativa de melhora para a produção nos próximos três meses. O Índice da Situação Atual (ISA) também cresceu com a melhora das avaliações sobre a situação dos negócios.

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Novo recorde no desemprego

A taxa de desemprego atingiu 11,2% da população economicamente ativa no trimestre encerrado em abril. Foi o pior resultado da Pnad contínua, iniciada em 2012. Com isso, o número de desempregados já passa dos 11,41 milhões de pessoas. Em igual período do ano passado, a taxa estava em 8%.