Tóquio fecha em queda com realização de lucros

Os níveis de participação foram baixos, com 2,4 bilhões de ações negociadas sob o valor de 1,92 trilhão de ienes, refletindo a fraca participação de agentes estrangeiros

Tóquio – As ações na Bolsa de Tóquio fecharam em queda nesta terça-feira em meio a uma sessão relativamente tranquila em que os investidores realizaram lucros após a alta do dia anterior.

Além disso, os agentes do mercados estão de olho na decisão e nas declarações do Federal Reserve Bank, que devem ser divulgadas na quarta-feira.

O índice Nikkei perdeu 0,2% e encerrou a sessão em 13,007.28 pontos, após os sólidos ganhos de segunda-feira, quando avançou 2,7%.

Os níveis de participação foram baixos, com 2,4 bilhões de ações negociadas sob o valor de 1,92 trilhão de ienes, refletindo a fraca participação de agentes estrangeiros, assim como ocorreu na segunda-feira.

Segundo analistas, a maioria dos grandes agentes do mercado permanece cautelosa antes da divulgação dos resultados da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) do Federal Reserve Bank, dos EUA. “Há muita incerteza para comprometer um quantidade significativa de capital no mercado agora”, afirmou o diretor de uma corretora estrangeira.

“As ações ainda parecem sobrevendidas, o que representa uma oportunidade de compra”, disse o estrategista-chefe da kabu.com Securities, Tatsunori Kawai. “Os preços estão baratos, mas a alta volatilidade implícita – ainda em torno de 40% para o Nikkei – juntamente com o nervosismo em relação a política do banco central são fortes obstáculos, principalmente após as perdas que o mercado tem visto nas últimas três semanas.”

Desde o fechamento de 22 de maio, o índice Nikkei acumula uma queda de 17%.


Entre os pesos pesados do índice, a KDDI perdeu 1,3% e a Takeda Pharmaceutical cedeu 1,6%. A dupla havia avançado 2,0% e 3,6%, respectivamente, na segunda-feira.

Entre os motores individuais, a Sony fechou em alta de 4,4%. O avançou ocorreu após a divulgação de uma notícia, segundo a qual um de seus maiores acionistas da empresa, o Third Point do investidor Daniel Loeb, enviou uma segunda carta para a empresa reiterando que a Sony deve vender 15% a 20% de seu negócio do entretenimento.

Ele também indicou que o fundo havia aumentado sua participação na Sony para 6,9%, de 6,3% em maio.

Ações da Sharp adicionaram 1,2%, superando os índices mais amplos, após a mídia local informar que a empresa está considerando fazer fotocopiadoras para Samsung Electronics. O acordo seria parte do fortalecimento de laços entre as duas empresas, que também pode levar a um maior investimento na Sharp pela gigante sul-coreana. Fonte: Dow Jones Newswires.