Todos os olhos no desemprego nos EUA

Nesta sexta-feira as atenções no mercado financeiro se voltam para o relatório de emprego dos Estados Unidos do mês de setembro. Nos números, economistas buscam corroborar a visão de que o mercado de trabalho e, consequentemente a economia do país, caminham para um patamar sólido mesmo com a reta final das eleições presidenciais no país – que historicamente costumam desacelerar a criação de novas vagas e mexer na taxa de desemprego.

A expectativa é de que o número de empregos criados no mês seja de 172.000 – um pouco abaixo da média de criação de 2016 até aqui, que é de 182.000. Já a taxa de desemprego deve permanecer em 4,9%. Os dados devem ser observados de perto por investidores, que tentarão deduzir – a partir deles – quando o banco central do país, o Federal Reserve, elevará a taxa de juros.

Em um levantamento da Bolsa de Chicago apenas 15% do mercado acredita que os juros subirão na próxima e penúltima reunião do ano, que acontecerá entre os dias 1 e 2 de novembro. Isso principalmente por conta da proximidade da data com as eleições presidenciais do país, que acontecem no dia 8 de novembro. Já na última reunião do ano, que acontecerá entre os dias 13 e 14 de dezembro, 55% dos especialistas acreditam que os juros do país passará do atual patamar entre 0,25 % e 0,50% para entre 0,50% e 0,75%.

Por aqui, em meses anteriores, dados positivos de emprego nos Estados Unidos geraram uma onda de otimismo global e fizeram o Ibovespa subir. O grande temor de especialistas é de que a expectativa de uma alta de juros nos Estados Unidos tire parte dos investidores que apostam no Brasil. Por enquanto, o temor não se concretizou. Hoje é dia de mais um teste.