Tesouro e Odebrecht retomam captações no mercado externo

Governo espera captar US$ 1 bilhão em sua primeira oferta em quatro meses; empresa já conseguiu US$ 250 milhões

Nova York – O Tesouro Nacional e a Odebrecht SA estão fazendo captações no exterior hoje, encerrando um período de escassez de títulos do País no exterior.

O governo pretende captar US$ 1 bilhão na reabertura da oferta do bônus global com vencimento em 2041, a primeira oferta do Tesouro no mercado internacional em dólares em quatro meses, segundo uma pessoa que acompanha a captação.

A Odebrecht captou US$ 250 milhões com a emissão de seu bônus perpétuo de cupom a 7,5 por cento sem deságio sobre o valor de face, disse uma pessoa familiarizada com a operação e que pediu anonimato porque não é autorizada a falar publicamente sobre o assunto.

As ofertas vêm depois da queda dos custos de captação para mercados emergentes, motivada com a expectativa de que a Europa consiga resolver sua crise de dívida. O prêmio que investidores exigem para deter títulos em dólar de países em desenvolvimento em vez de papéis do Tesouro dos Estados Unidos caiu 100 pontos- base, ou 1 ponto percentual, nos últimos 30 dias para 390, segundo o índice EMBI Global do JPMorgan Chase & Co.

O Tesouro pretende fazer a emissão dos novos títulos com taxa equivalente a 160 pontos-base acima do que pagam os papéis do Tesouro americano com vencimento similar, disse a pessoa que acompanha a operação. A taxa dos papéis caiu 105 pontos-base, ou 1,05 por cento, este ano e chegou à mínima de 4,62 por cento no mercado secundário em 2 de novembro.

A última vez que o Tesouro fez uma captação externa foi em 7 de julho, quando emitiu US$ 550 milhões de títulos com vencimento em 2021.

O Barclays Capital e o Bank of America Corp. estão coordenando a oferta do Tesouro, segundo comunicado do Ministério da Fazenda.

A Odebrecht contratou o HSBC para coordenar sua captação, disse a pessoa. A empresa levantou U$ 500 milhões com a emissão dos mesmos papéis em setembro de 2010.