Tensão na Líbia leva Wall Street a pior dia desde agosto

Na visão de profissionais do mercado, o movimento desta sessão pode ser o início de uma correção nos papéis, prevista há muito após um forte rali

Nova York – As bolsas de valores dos Estados Unidos tiveram na terça-feira seu pior dia desde agosto, uma vez que investidores venderam ações em meio à turbulência na Líbia, país exportador de petróleo.

Na visão de profissionais do mercado, o movimento desta sessão pode ser o início de uma correção nos papéis, prevista há muito após um forte rali.

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 1,44 por cento, para 12.212 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 2,74 por cento, para 2.756 pontos.

O Standard and Poor’s 500 perdeu 2,05 por cento, para 1.315 pontos, maior baixa diária desde 11 de agosto.

O salto na volatilidade e o forte volume corroboraram a possibilidade de uma correção maior. O giro combinado de 9,68 bilhões de ações negociadas na Bolsa de Nova York, American Stock Exchange e Nasdaq foi o maior do mês e o segundo mais forte do ano.

O índice de volatilidade da CBOE, o preferido de Wall Street para medir a apreensão do mercado, disparou 26,6 por cento, maior salto diário desde 20 de maio de 2010.

“Tivemos alguns focos de tensão, e isso serviu de argumento para a queda do mercado hoje (terça-feira)”, disse Stephen Massocca, diretor geral do Wedbush Morgan, em San Francisco.

Os preços do petróleo se mantiveram perto das máximas em dois anos e meio por temores de que a turbulência na Líbia possa reduzir a oferta no país, integrante da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Setores consumidores de combustíveis estiveram entre os mais golpeados. O índice Dow Jones para o segmento de transportes perdeu 3,8 por cento, com FedEx despencando 5,1 por cento.