Taxas futuras sobem após dados sobre trabalho nos EUA

Dados melhores do que esperado sobre mercado de trabalho nos EUA devem fazer com que Federal Reserve mantenha sua trajetória de redução dos estímulos monetários

São Paulo – Os juros futuros fecharam em alta nesta sexta-feira, 7, impulsionados pelos dados melhores do que o esperado sobre o mercado de trabalho nos EUA, que devem fazer com que o Federal Reserve mantenha sua trajetória de redução dos estímulos monetários.

Além disso, o movimento acompanhou a valorização do dólar, com os investidores correndo para a moeda norte-americana em busca de proteção antes do fim de semana, em função dos receios de um possível ataque da Rússia à Ucrânia.

A economia dos EUA criou 175 mil empregos em fevereiro, acima da previsão de economistas consultados pela Dow Jones, que esperavam 152 mil novos postos de trabalho.

O dado de janeiro foi revisado para cima, para 129 mil, da leitura inicial de 113 mil, enquanto a criação de empregos em dezembro subiu para 84 mil, de 75 mil. Ao mesmo tempo, a taxa de desemprego subiu para 6,7% em fevereiro, quando a expectativa era de queda para 6,5%, após a marca de 6,6% em janeiro.

Nos EUA, o juro da T-note de 10 anos atingiu hoje o nível mais alto desde meados de janeiro, a 2,818%.

Após o payroll, Bill Gross, gestor do maior fundo de bônus do mundo e fundador da Pacific Investment Management Co. (Pimco) orientou no Twitter que seus clientes vendam Treasuries. “Venda o que o Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) está comprando, porque eles não vão mais estar comprando isso quando o tapering acabar em outubro”, escreveu.

Como os vencimentos mais longos da curva de juros brasileira tinham caído muito recentemente, havia espaço para alguma recuperação, avaliaram operadores. No caso das taxas curtas, o movimento de alta foi mais comedido, mas ganhou força a perspectiva de que a Selic seja elevada novamente em 0,25 ponto porcentual no encontro de abril do Comitê de Política Monetária (Copom).

Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o DI com vencimento em julho de 2014 (300.165 contratos) tinha taxa de 10,80%, de 10,79% no ajuste anterior.

O DI para janeiro de 2015 (210.975 contratos) projetava 11,13%, de 11,08% na véspera. No trecho mais longo, o contrato com vencimento em abril de 2017 (324.885 contratos) indicava 12,55%, de 12,37% ontem. O DI para janeiro de 2021 (20.405 contratos) estava em 12,95%, de 12,80% no ajuste anterior.