Taxas futuras caem seguindo dólar e Treasuries

O movimento foi ajudado pela retração do dólar e pela queda nos yields dos Treasuries, em meio a um giro baixo nos DIs

São Paulo – Os juros futuros fecharam em queda nesta terça-feira, 13, devolvendo os ganhos registrados ontem.

O movimento foi ajudado pela retração do dólar e pela queda nos yields dos Treasuries, em meio a um giro baixo nos DIs.

Diante de uma agenda fraca aqui, os investidores aguardam novos dados sobre a atividade econômica que saem esta semana e o IPCA-15 de maio, na próxima semana.

Ao término da sessão regular na BM&FBovespa, o contrato de depósito interfinanceiro (DI) para julho de 2014 (6.685 contratos) marcava 10,865%, de 10,864% no ajuste de ontem.

O DI para janeiro de 2015 (196.770 contratos) apontava 10,99%, de 11,00%.

Na ponta mais longa da estrutura a termo da curva de juros, o DI para janeiro de 2017 (116.060 contratos) indicava 12,14%, de 12,16%.

E o DI para janeiro de 2021 (14.535 contratos) tinha taxa de 12,39%, de 12,42%. Em Nova York, o yield da T-note de 10 anos recuava para 2,612%, de 2,651%.

Hoje, o diretor de Assuntos Internacionais e de Regulação do Banco Central, Luiz Awazu Pereira da Silva, disse durante um evento organizado pela revista The Economist, em Paris, que os investidores externos têm percebido as diferenças entre os diversos países emergentes e os mais bem preparados, como o Brasil, têm se sobressaído e recebido mais recursos.

Sobre a evolução dos preços, Awazu afirmou que a inflação se mantém alta e resistente, refletindo a inércia dos preços de serviços e o realinhamento dos administrados.

“O BC tem atuado para assegurar a convergência da inflação para a meta, em processo iniciado no começo de 2013”, afirmou Awazu.

“Não há dúvida de que a política é efetiva e parte significativa da resposta dos preços ao ciclo de aperto monetário ainda deve se materializar”, completou.

Ainda hoje, o presidente da autoridade monetária, Alexandre Tombini, discursa em evento da Câmara de Comércio Brasil-Grã-Bretanha, em Londres.

Participantes do mercado também apontam que a coleta diária de inflação, medida pela FGV no IPCA ponta, desacelerou para 0,73% ontem, de 0,87% na sábado.

Em relação à situação fiscal, o governo voltou hoje atrás no aumento de tributos sobre bebidas frias, que aumentaria a arrecadação em R$ 1,5 bilhão.

Além disso, o deputado Fernando Francischini, relator da MP 633, disse que pelo projeto em tramitação o Tesouro poderá aportar até R$ 30 bilhões no BNDES, ainda que o prazo não tenha sido definido.