Taxas curtas de juros ficam estáveis com inflação

Já as taxas de longo prazo recuam, acompanhando o yield dos Treasuries nos EUA

São Paulo – Uma nova piora inflacionária sustenta os juros futuros de curto prazo perto da estabilidade na manhã desta segunda-feira, 7. Já as taxas de longo prazo recuam, acompanhando o yield (retorno ao investidor) dos Treasuries nos Estados Unidos.

Interna e externamente, os investidores aguardam sinais quanto à condução da política monetária, que podem estar contidos em documentos a serem divulgados nesta semana.

Às 9h55, na BM&FBovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro 2015 apontava 11,06%, na máxima, igual ao ajuste de sexta-feira. A inflação pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu a 1,48% em março, de 0,85% em fevereiro, o que representa a maior elevação mensal desde julho de 2012 (+1,52%) e o maior patamar para o mês desde 2003 (+1,66%).

A pesquisa Focus do Banco Central, por sua vez, mostrou nova piora nas expectativas. A mediana das projeções para o IPCA em 2014 subiu de 6,30% para 6,35%.

O DI para janeiro de 2017, na parcela longa da curva a termo, indicava 12,30%, de 12,35% no ajuste anterior. O movimento está em linha com o apresentado pelo juro da T-note de dez anos, depois que o relatório oficial do mercado de trabalho nos EUA mostrou na sexta-feira a criação de 192 mil vagas no mês passado, menos do que os 200 mil previstos por analistas.

A taxa do papel oscilava ao redor de 2,725% perto das 10 horas, de 2,80% antes do dado de emprego (payroll).

A ata da última reunião do Federal Reserve e eventuais sinais quanto aos próximos passos da autoridade no processo de redução de estímulos monetários à economia norte-americana será conhecida nesta quarta-feira. No mercado doméstico, vale destacar que a liquidez nos juros futuros está bastante baixa hoje, também no aguardo da ata do Copom, prevista para quinta-feira.